The Incredible Hulk

Tinha prometido ao Nelson que o próximo filme seria o The Big Lebowski, mas fica para outro dia. Também tinha dito ao Ruben que este filme iria ser, à semelhança do Iron Man, algo muito mal feitinho, pelos vistos enganei-me. Peço desde já, então, desculpas aos dois. O filme começa por nos dar uma pequena introdução ao mundo de Hulk. Mostrando, como é que ele foi criado (algo muito breve mesmo). Reparei imediatamente em “Industries Stark”, o que me levou imediatamente ao Iron Man. Nem liguei muito a isso, mas questionei o porquê daquilo. Contamos então com a participação de Edward Norton, conhecida cara do fabuloso Red Dragon. Vemos também Tim Roth, actor adorado, aparentemente, pelo Quentin Tarantino (e por mim também). Liv Tyler também aparece para dar ares da sua graça.
O filme não tem qualquer tipo de comparação com o primeiro. Não posso dizer isto de “boca cheia”, uma vez que não o vi todo, mas pelo que vi, qualquer tipo de paralelismo entre os dois não dará em nada, ou talvez em coisa nenhuma. Tenho que admitir, também, que ia para o cinema com a sensação que tinha acabado de queimar dinheiro. O início do filme é bastante bom, revelando como Bruce seguiu com a sua vida. Afastando-se de toda a gente e procurando uma maneira de controlar o seu demónio interior, mas ao mesmo tempo, também, à procura de uma cura. A acção inicia-se numa espectacular cena de perseguição a Bruce, parecendo que estamos a ver uma verdadeira cena de “parkour”. Concluindo na transformação de Bruce no seu demónio. Entretanto William Hurt tenta transformar Tim Roth num super-soldado, para, deste modo, conseguir capturar Hulk. Literalmente Hulk e não Bruce. Esta noção, vai dar alguma profundidade (pouca) ao filme. Uma vez que o general (William Hurt), está disposto a “alguns” sacrifícios pela captura do homem verde. Mais propriamente a relação com a filha, algumas vidas que se vão cruzando com a fúria dos seus soldados (e com a fuga de Hulk) e a própria liberdade de Bruce. Apenas no final, o general, irá ter noção do que andou a fazer. O filme conta também com algumas cenas cómicas, mas apenas humor de circunstância e não humor inteligente. Existirá também algum romance à mistura, para criarmos um bom cocktail de vendas. A acção, em geral, dou-lhe nota positiva (foi bem melhor que a de Iron Man). A inserção do efeito “slow motion” nessas cenas, não me perguntem porquê, deixam-me encantado. A batalha final também foi bem conseguida. Não ficando a sensação de preliminares sem sexo.
Hulk, na minha perspectiva, é um anti-herói que o quer deixar de ser. Bruce nunca o quis ser, sabendo bem as consequências de o ser. É isto que diferencia Hulk dos outros heróis. A chamada ao bom-senso por Liv Tyler, dá um toque de humanidade a Hulk. Acho que o melhor do filme é mesmo o final, que eu não irei, obviamente, revelar pormenores. Posso dizer apenas que irei ver Hulk 2, ou será Iron Man 2 ? Enfim, já disse demais. O filme, realmente, vale bem o dinheiro dado por ele.


Não posso dizer que adorei porque não gosto muito de filmes com “super-heróis”. Apesar de tudo, lá fui vendo e gostando… Os efeitos especiais estão soberbos
É pouco provável que vá ver este filme, mas, dentro do leque de opções dos ditos “super-heróis”, até nem desgosto do Hulk, exactamente por essa dimensão do ser atormentado, dividido entre o ser e o não ser, algo que naturalmente o aproxima do ser humano. Além disso, é provável que o facto de ser protagonizado pelo Edward Norton lhe reforçe essa dimensão, pela credibilidade que este actor consegue transmitir. É um actor que muito aprecio, nomeadamente no tal “Dragão Vermelho” e num pequeno mas muito sugestivo filme “O Ilusionista”.
Edward Norton ajudou muito o filme, sinceramente. Nunca cheguei a ver o “O Ilusionista”, tenho que tratar disso.
Não vi o primeiro, mas este vou ver.
Pelo que li fiquei com vontade de ver. Isso juntando à participação do já mensionado Edward Norton – que confesso ter estranhado muito quando soube que ele ia ser o Bruce Banner – vai fazer com que eu veja mesmo este filme.
Abraço.
Pelo que eu li, sobre o filme. Foi a queimar do início ao fim por isso, senão gostares, não me culpes. Apenas disse aquilo que achei Nelson.
Tenho mesmo de ver… a crítica deixou-me com mais vontade ainda. Depois digo qualquer coisa, se for mesmo… cumprimentos!
O segredo é não ir com muitas expectativas, oh Rúben.
Por acaso vi o filme, e embora sem ter visto o primeiro, não o achei nada de estraordinário. Talvez por ter achado que aquilo nao passava de uma mistura entre “A bela e o monstro” numa versão um pouco à “Shrek” não foi filme que me prendesse ao grande ecrã e apesar da sala ter mais pessoas do que é normal, só não saí a meio porque estava verdadeiramente bem acompanhada! lol
beijos, Ana