Devaneios…vi
A tentativa de melhorar o mundo. A tentativa de ajudar as pessoas. A tentativa de fazer “disto” um local melhor para viver. A tentativa, a tentativa. É interessante irmos para o mais difícil, quando nem o mais fácil é conseguido. Realmente, é mais fácil criticar os outros que a nós mesmos. Isto é um facto que nos acompanha desde crianças. Agora, tentar mudar a mentalidade dos outros, sem tentarmos mudar a nossa é estranho. É que, entre pensar que mudamos e mudar, ainda vai um abismo descomunal. Só um tolo, para pensar que basta pensar na mudança, para esta acontecer dentro de nós. Enquanto pensamos que este ou aquele preconceito se foi, vamos a ver e até está bem presente cá dentro. O conseguir mudar o nosso eu é algo que demora uma vida. É um trabalho contínuo e sem pausas. Como é que eu posso querer um mundo melhor, se nem consigo fazer do “meu mundo” aquilo que desejo para o “outro mundo”? É esta questão que devemos fazer a nós mesmos. Por muito que lutemos contra as, ditas, pessoas más, por muito que mostremos à sociedade onde é que ela falha. A verdadeira luta está cá dentro. Há coisas que dependem de nós, outras que não. Mudar a minha mentalidade e a maneira como vejo o mundo depende de mim. O que as outras pessoas pensam não depende de mim. Posso ajudar a tentar ver a verdade, mas no final é a pessoa que decide. É disso, que nos devemos lembrar sempre.
Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo – Platão


so true!
I think it is Nicky, i think it is.
É verdade. A nossa 1ª tendência é tentar mudar tudo o que nos rodeia, principalmente as pessoas. Quando nos deveríamos concentrar em nós próprios (temos trabalho para toda a vida). E mesmo que nos custe lidar com determinadas características de outra pessoa, não a devemos julgar ou apontar deliberadamente o dedo. Podemos é desenvolver a nossa paciência e aprender a aceitar o outro, tal como ele é.
Isso acontece, porque é mais fácil pedir aos outros para mudar do que mudarmo-nos.
Caso para dizer… “vale a pena pensar nisto”. É curioso, este tema do preconceito tem vindo a ser abordado já em alguns posts, se não estou em erro… hum. Mas sim, concordo que entre pensar que se faz e fazer vai uma distanciazinha… Cumprimentos
Podia ter dito “ideia” em vez de “preconceito”. Mas sim, é algo que está muito presente em nós. É também graças à sua existência muitos problemas na nossa sociedade.
Ora bem..
“Mudar a minha mentalidade e a maneira como vejo o mundo depende de mim”.
Em parte…somos todos fruto de um ambiente e de uma circunstância que podemos negar, por certo, mas a negação é sempre feita a partir desse chão comum…
“O que as outras pessoas pensam não depende de mim.
Certo, mas posso influenciar MUITO a forma como os outros pensam…demasiado, até…
“Posso ajudar a tentar ver a verdade, mas no final é a pessoa que decide.”
E o que é a verdade? E por que hás-de ser tu a vê-la e não o outro?
Sim. Mas é como te digo, se eu for convincente no que digo, até posso dizer o maior disparate que a outra pessoa acredita. Mas aqui o meu influenciar, já não é com a verdade. Mas sim com retórica.
É uma boa pergunta. Mas posso tentar responder. A verdade, é algo bastante subjectivo. O que eu aceito como a verdade, tu poderás não aceitar. Mas quando eu falo desta verdade, estou-me a referir por exemplo:
Neste exemplo, o que eu acho que é a verdade, é o facto de independentemente da escolha sexual de cada um, não podemos avaliar um indivíduo por isso mesmo. Sim pelas suas ideias. A verdade aqui, é saber afastar os sentimentos , os preconceitos e a opinião das outras pessoas. Tentar avaliar uma situação, usando a razão comum a todos nós.
Claramente, deveria-me ter salvaguardado. Não o fiz. Mas acho que é óbvio, que o que eu disse vai nos dois sentidos.
P.S: O teu novo penteado, tornou-te diabólica….
lololololooloo…
“Sim. Mas é como te digo, se eu for convincente no que digo, até posso dizer o maior disparate que a outra pessoa acredita. Mas aqui o meu influenciar, já não é com a verdade. Mas sim com retórica”.
Repara…só por isso precisas de retórica…a “verdade”, por si mesma, não dispensaria argumentação??
“Dois gays na rua. Alguém dá uma opinião sobre eles. ( exemplo : “Era varrer isto do planeta.”. Claramente isto é um preconceito.”
Certo, mas consideração de “preconceito” tem que ver com ideais que foste interiorizando…a verdade também não pode estar remetida ao “subjectivo”…deixaria de fazer sentido….se calhar, só podemos pensar a verdade dentro de um conceito: impermanência. A verdade é o que resulta de um acordo, dentro de determinadas circunstâncias e por tempo limitado…qualquer coisa assim…
Depende, da mesma maneira que com a retórica posso influenciar pessoas com a maior barbaridade, também o posso fazer com a “verdade” sem apresentar argumentos. Mas lá está, depende de cada um de nós. Quando alguém me afirma algo, ponho sempre em causa, independentemente da pessoa. Gosto de ter a certeza que o que a outra pessoa está a dizer tem pés e cabeça.
Nunca tinha pensado dessa maneira. Faz sentido para mim.
P.S: O cabelo até não te anda a fazer assim tão mal.
[...] Mas que interessa isso ? Absolutamente nada. Cada um, é livre de fazer o que quer da sua vida. Comecemos, antes de mais, a censurar, a criticar e a avaliar a nossa pessoa. Depois sim, passemos para os outros. Sou-vos honesto, essa avaliação demora a nossa vida [...]
Sobre: Prostituição. « Mind Makers said this on Setembro 27, 2008 às 1:25 am |