Definições…iii

Assassinato de Marat, Jacques-Louis David

Cada palavra é como uma nódoa, desnecessária no silêncio e no nada. – Samuel Beckett

Pegando nesta frase de Beckett, numa forma menos emocional. Não deixo de sentir uma certa relutância, ao sentido dela. Valorizamos actos a palavras? Quer dizer, uma pessoa que diz que luta por isto, por aquilo, que pensa duma maneira. E o seu inconsciente e acções representa o oposto. Afinal, em que acreditamos? Aceitamos a palavra dessa pessoa como a verdade absoluta? É algo que o ser humano nunca faz. As pessoas, instintivamente, opinam sobre o carácter de uma pessoa pelo que fez, pelo que é, pelo materialismo. Quando esta se tenta justificar, é inútil. Assim, embora seja um tema e uma frase muito generalizada, é um facto certo. Nós somos o que somos! Não o que dizemos ser! Gostava de ser analfabeto e não compreender o que me dizem, mas ser capaz de passar os olhos dessa pessoa, passar toda a imensidão da mente humana, de ler e compreender o que realmente sente. Uma mente que tão depressa mente, como diz a verdade, tão depressa ama, como odeia.

Não digas que não amas, quando ages como quem ama. Não digas que desistes, quando queres lutar. Não digas nada. Apenas faz, apenas age.

~ por Nuno Afonso em Junho 30, 2008.

4 Respostas to “Definições…iii”

  1. Concordo. As palavras não significam nada à beira de um acto. Que adianta justificarmos um crime que cometemos, quando meio mundo o testemunhou. E sim, as pessoas só são avaliadas pelo que fazem, pelo que são e pelo materialismo.

  2. Hummm, não concordo muito. As pessoas são avaliadas pelo que fazem e pelo materialismo. Não pelo que são.

  3. Sim é um facto. A sociedade e o mundo em que vivemos prefere dar valor às pessoas pelo trabalho que têm, pela casa que possuem, e esquecem-se de outros valores como a ética ou a honestidade. Mas, é a sociedade de consumo e materialista em que vivemos.

  4. Ah sim, isso não pus em causa. :)

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