Definições…iii

Assassinato de Marat, Jacques-Louis David
Cada palavra é como uma nódoa, desnecessária no silêncio e no nada. – Samuel Beckett
Pegando nesta frase de Beckett, numa forma menos emocional. Não deixo de sentir uma certa relutância, ao sentido dela. Valorizamos actos a palavras? Quer dizer, uma pessoa que diz que luta por isto, por aquilo, que pensa duma maneira. E o seu inconsciente e acções representa o oposto. Afinal, em que acreditamos? Aceitamos a palavra dessa pessoa como a verdade absoluta? É algo que o ser humano nunca faz. As pessoas, instintivamente, opinam sobre o carácter de uma pessoa pelo que fez, pelo que é, pelo materialismo. Quando esta se tenta justificar, é inútil. Assim, embora seja um tema e uma frase muito generalizada, é um facto certo. Nós somos o que somos! Não o que dizemos ser! Gostava de ser analfabeto e não compreender o que me dizem, mas ser capaz de passar os olhos dessa pessoa, passar toda a imensidão da mente humana, de ler e compreender o que realmente sente. Uma mente que tão depressa mente, como diz a verdade, tão depressa ama, como odeia.
Não digas que não amas, quando ages como quem ama. Não digas que desistes, quando queres lutar. Não digas nada. Apenas faz, apenas age.


Concordo. As palavras não significam nada à beira de um acto. Que adianta justificarmos um crime que cometemos, quando meio mundo o testemunhou. E sim, as pessoas só são avaliadas pelo que fazem, pelo que são e pelo materialismo.
Hummm, não concordo muito. As pessoas são avaliadas pelo que fazem e pelo materialismo. Não pelo que são.
Sim é um facto. A sociedade e o mundo em que vivemos prefere dar valor às pessoas pelo trabalho que têm, pela casa que possuem, e esquecem-se de outros valores como a ética ou a honestidade. Mas, é a sociedade de consumo e materialista em que vivemos.
Ah sim, isso não pus em causa.