Um pequeno excerto que me deixou maravilhado…

Não é novidade nenhuma que gosto bastante de Séneca. A maneira de pensar e a forma como expressa as suas ideias, de forma simples e objectiva, faz dele, um dos meus autores favoritos. Encontrei “Cartas a Lucílio” na biblioteca da escola ( que achado ), li umas quantas folhas, ficou-me gravada esta passagem:

 

” (…) se consideras, porém, “amigo” alguém em quem não confias tanto como em ti próprio, então cometes um erro grave e mostras não conhecer bem o significado da verdadeira amizade.”

Já tinha escrito uma vez sobre esse conceito: a amizade.

~ por Rui Peres em Abril 28, 2009.

5 Respostas to “Um pequeno excerto que me deixou maravilhado…”

  1. Não é que não seja uma bela coisa para se dizer, mas não concordo plenamente. Confio primeiramente em mim e só depois nos outros; Porque sabemos melhor o que se passa em nós, do que nos outros, e ainda que a confiança se possa conquistar, por vezes pode ser bastante auto-destrutivo confiar numa outra pessoa mais ou de forma igual do que em nós proprios.
    mas como disse, é uma bela coisa para se dizer, e já agora, e poupando-me ao trabalho de ir comentar no “the Secret”, nesse disseste boas verdades, sim.
    boas,

  2. Desde já, deixe-me dar as boas vindas, Isabel.

    Concordo em absoluto nessa frase. Antes mesmo de a ler, já tinha em mente isso mesmo ( veja-se no post “The Secret”). Conheço muitas pessoas, muitas pessoas com quem convivo diariamente, com quem “vivo” ( se é que me entende), mas no entanto, de todas essas pessoas, só chamo a uma amigo. Quem me dera a mim, e como eu queria, considerar outras pessoas de amigas, mas era demasiado hipócrita para tal. Detesto amizades por conveniência, por ser fácil chamar, por ser “fashion”, por ser educado. Se tenho que chamar conhecido, ou colega, chamo sem problemas nenhuns e se tive que levar com a rejeição da outra pessoa, por a ter rotulado de “conhecida” e não de “amiga”, levo sem problema algum. Confio naquela pessoa como em mim mesmo, falo com ela de tudo, sem qualquer pudor ou vergonha, sem barreiras, sem hesitação: tão natural como respirar. Chamar alguém de amigo, é como dizer “amo-te”: tem que ser sentido e verdadeiro.

  3. Pode ser presunção minha, ou arrogância, mas quando alguém diz algo do género: “ah e tal, vou sair com os/as meus/minhas amigos/amigas”, rio cá dentro. Por que ponho as mãos no fogo, se for preciso, em como aquela pessoa, dentro daquele grupo, se tiver um/uma amigo/amiga é uma tremenda sorte.

  4. eu nao desvalorizo a amizade e muito menos considero os meus conhecidos ou colegas como amigos, posso sair com eles, posso me divertir com eles, mas a verdadeira amizade nao é algo desse genero, é verdade. E não discordo da frase, apenas nao concordo totalmente. ” Chamar alguém de amigo, é como dizer “amo-te”: tem que ser sentido e verdadeiro.” concordo absolutamente, e amar é confiar, mas não tanto como confio em mim, quase tanto, mas nunca de forma igual. claro que este é um tema para debater por toda uma vida.
    boas,

  5. Claro que é tudo muito subjectivo. Cada pessoa tem uma opinião muito própria sobre isso. Tem a ver muito com a confiança que conseguimos depositar numa pessoa, talvez eu consiga mais que a Isabel, não sei.

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