Elitismo…

elitismo

De forma consciente, pomos de parte todos aqueles que não são a favor da nossa maneira de pensar, ou pelo menos, parte dela. Eu dou-vos um exemplo, nunca fui pessoa de sair à noite, nunca bebi, nem fumei, sou um “freak”. Fui sempre posto de parte, ou terei sido eu a pôr-me de parte? Olho para o que sou agora e para tudo o que se passou e sendo razoável, fui eu sempre que me pus de parte. Desejava imenso, conseguir-me integrar, mas nunca o consegui fazer. Era a postura de rebelde sem causa, a maneira de pensar, a conversa, ou a falta dela, de todo, não sei bem. Não sei bem se eram os piropos a raparigas bonitas, se eram as bebedeiras, se era o armar o banzé nas salas de aulas. Não consigo assumir isso, não consigo começar a fumar, ou a beber, só para integrar um grupo. Provavelmente tenho auto-estima suficiente para poder dizer: antes só que mal acompanhado. Talvez seja mesmo isso, o facto de me sentir superior a todos eles, cria, em mim, um profundo sentimento de solidão, que não é solidão para mim, mas que pode ser considerado solidão para muita gente que me observa ao longe. Por me querer afastar daquilo, por achar estúpido e pouco, sei lá, original? Por toda a gente se considerar “cool”, ao beber, ao sair à noite, ao comer gajas, eu acho triste e vulgar. Será que este elitismo a roçar o narcisismo, é, para mim, saudável? Não me idealizo de outra maneira. Daí nem interessar se é saudável ou destrutivo. A auto-estima nem me deixa pensar de outra maneira. Gosto de ser assim, diferente? “Todos somos diferentes à nossa maneira”? Treta, são todos iguais, cá fora são todos iguais. É por isso que nem me interessa conhecer, passam ao lado. Já me imaginei, se tivesse menos auto-estima, e se não conseguisse acreditar no “antes só que mal acompanhado”, como seria? Vazio e terrivelmente  vulgar.

~ por Rui Peres em Maio 15, 2009.

32 Respostas to “Elitismo…”

  1. Estás a misturar muita coisa. Não sei onde é que é triste “comer gajas”, o tom que usas e o contexto dessa expressão parece-me desadequado, em determinados contextos até concordo contigo, mas se duas pessoas se querem “comer”, em consentimento mútuo, é tudo menos triste. Triste, é não conseguir fazê-lo, isso sim é deprimente. Comer gajas não é uma opção, é preciso consegui-lo.
    Quanto a fumar, traz graves problemas à saúde, é um facto. Quem fuma para se integrar, simplesmente é parvo, essa história a mim já não me convence “ai, os meus amigos também fumam, se eu não fumasse ficava de fora e tal, sabes como é..” isso é falta de personalidade. O mesmo se aplica a beber. Não mistures as coisas, quem o faz para se integrar, tem um problema, beber um copo sabe bem, se não gostas é uma coisa, pôr-te à parte dos outros por causa disso, não faz muito sentido. Mas eu percebo a tua perspectiva, não é fácil, ás vezes parece que é preciso ser um bêbedo para se ser “fixe” e contar as histórias da borracheira aos amigos. Armar barraca nas salas de aulas é muito mais do que falta de originalidade, é um problema de educação, aliás as questões anteriores também podem ser vista dessa perspectiva.
    Em relação ao elitismo, achas-te superior aos outros porque não fumas nem bebes, ou porque não o fazes por uma questão de integração? Já pensaste na quantidade de artistas que consomem drogas e álcool e produzem obras geniais (pessoa, mussorgsky, hemingway)? Não fazem eles parte da elite dos grandes criadores? São duas coisas diferentes.
    Chamas elitismo ao facto de te sentires superiores a eles? Eu chamo-lhe arrogância. Embora por vezes me sinta moralmente superior a algumas pessoas, é um sentimento a reprimir.

    Eu acho que devias reflectir no “ultimate goal” da tua vida, e deixares de pensar naquilo que os outros pensam. Vulgar é passar vida a fazer observações sobre os outros, (nessa medida até somos todos vulgares :D ). Já pensaste que muitas pessoas são assim, n4ao por uma questão de integração, mas porque são felizes, e isso é o que elas querem. És feliz? Essa deve ser a tua pergunta, não me parece que com isolamento traga alguma vantagem à felicidade, acredita que também já reflecti muito sobre esta questão, e já discuti muito com essas pessoas sobre a superficialidade das suas vidas (não de uma forma directa :P ), mas a conclusão que chego é que ignorância é felicidade. Mas sinceramente também não me revejo em muitas dessas pessoas.

  2. Sim, sinto-me superior a eles, por muito arrogante que possa parecer. E sou honesto o suficiente para o dizer. Não me escondo e penso: “que montes de merda com pernas”, quando estou sozinho, ou penso para mim. Não, digo-o sem problemas nenhuns. Claro que a ignorância traz felicidade, mas ambos sabemos, para estarmos a ter esta conversa, que não somos assim tão ignorantes a esse ponto. Sinto-me bem em estar sozinho, muitas vezes. Muitas dessas vezes, por que não me vejo a sair com essas pessoas, apesar de eles quererem a minha presença. Mas enfim, também não interessa. Em relação ao artistas que consomem, mostraste-me um bom argumento, aceito-o. Já pensei é pá todas as pessoas que nos rodeiam são úteis de alguma maneira, mas acho que isso não passa de um pensamento “positivo”. Há pessoas que nos fazem evoluir como pessoas, que nos fazem bem, outras que nos passam ao lado. Mas tudo isto não passa de um post, com a minha perspectiva sobre este assunto. Bottom Line: “Sim, sinto-me superior a certas pessoas, com determinadas características que eu não suporto”. :)

    Espanhol de um raio….

  3. Continuando, acho que me sinto melhor, ao considerar-me superior a alguém em determinadas características. Não sei se poderei dizer que é a minha fonte de auto-estima, mas vivo melhor assim. Claro que há pessoas que eu desprezo, mas sei que elas são superiores a mim, em muitos aspectos. :)

  4. Bom, resolvi responder porque me identifiquei com o tópico.
    Também nao bebo, fumo, etc. Provo as x alcool mas não gosto, e não vou beber uma coisa que não gosto porque é cool, embora tenha planos de me embebedar uma vez para perceber a experiência.

    Não percebo é porque é que ser arrogante é necessáriamente mau. Mau é humilhar um semelhante, mas não percebo o que há de mau ao considerar-se superior por um qualquer motivo. Convem que de facto sejamos superiores no que pensamos ser sob pena de ganharmos o rótulo de estúpidos.

    Eu sempre fui meio cast-away como o Rui descreve, nunca tive um grupo de amigos, mas sim amigos espalhados por vários grupos.
    Ser arrogante não é mau, a menos que não se saiba ver as qualidades superiores de quem as tem, e aspirar a incorpora-las.

    Um abraço,
    N.

  5. (só o termo “comer gajas” já revela todo um enorme vazio…)

    Pois, eu também acho que sou assim. Aliás sempre fui, desde os meus tempos de estudante até hoje que sou professora… mas nunca me preocupei com isso. Até quem não me conhece acha que sou “diferente”, “estranha”…vejam só! O facto de ser da área artística, e desde muito cedo ter feito essa opção, também pode ter contribuido para sedimentar essa “diferença”, ou então exactamente por ser assim é que melhor me integrei nesta área.

    Mas o sentir-se superior, e preferir até estar sózinho, pode por um lado revelar uma forte auto-estima mas eventualmente até pode ser sinónimo de um secreto sentimento de inferioridade (que não é o caso :) )

    Simplesmente sou como sou,acho que estou certa nas minhas opções, e claro que esta posição tem o seu “quê” de arrogância que procuro equilibrar sendo tolerante, o que afinal ainda se revela mais arrogante…:) ou seja, não desprezo os outros que são “diferentes”, tolero-os e isso revela como sou superior a esses sentimentos mesquinhos… (horrível não é? ;) ) Eu não sou diferente, os outros é que o são. E não há dúvida, são mesmo inferiores…
    Que arrogância, eu não escrevi isto!…

  6. Bem vindo Kinesth, é sempre enriquecedor, ver comentários de novas pessoas. Infelizmente, não há muito adesão, mas não fugindo ao assunto:

    Eu nunca bebi mesmo, nunca experimentei. ( isto se excluirmos temperos de cozinhados ) Nunca me interessei pelo assunto, nem tenho planos para tal. Penso que já somos suficientemente estúpidos sóbrios. :P Já pensei em fumar ganza, apenas para experimentar, somente por que o cheiro me fascina. Eu penso que a arrogância, é boa neste sentido: faz-nos lutar para sermos melhor numa determinada área que outra qualquer pessoa. Desta maneira, alguém que veja um arrogante e que nutra um sentimento de competição, tentará ser melhor que ele nessa área, e assim sucessivamente. É como a concorrência entre lojas: é sempre muito saudável. Claro que a arrogância tem uma contrapartida: sermos postos de lado, desprezados, e mal compreendidos. Claro que com grande auto-estima, nem queremos muito saber as consequências de ser arrogante.

    Kinesth, puxaste um assunto que eu acho extremamente delicado: amizade. Mas não irei falar dele, já fui suficientemente chato. :)

  7. Bons olhos a vejam MariaLynce. :D

    Eu acho que no fundo de nós, somos todos narcisistas. Amamos os nossos interesses, e gostamos das pessoas que se interessam pelas mesmas coisas. A estupidez ( não saber falar, falta de cultura, etc), a decadência, o lado bruto e mais primitivo que nos faz desprezar este, ou aquele indivíduo, não tem que ser algo necessariamente mau. O admitir dessa suposta superioridade, já mostra, pelo menos, honestidade, mas também o enorme desejo de nos cultivarmos como pessoas.

  8. O difícil é tentar manter um equilíbrio entre a nossa suposta arrogância e a tolerância para com os outros, pois vivemos em sociedade o que também implica alguma consideração…e sacrifício… ;)

  9. Suposta não, é arrogância pura e dura. :D

    Enfim, vivo bem com ela.

  10. Dois exemplos que gosto muito: José Mourinho; Dr House. A arrogância deles não é deliciosa?

    Acho que a arrogância é aceitável quando se é indiscutivelmente bom, o que por outro lado implica que quem se aceite como arrogante se tenha em muito boa conta.
    Pessoalmente sou arrogante em algumas matérias =]

    -And Now for Something Completely Different-

    Não estou certo se o que fiz foi separar a felicidade em 2; emocional e intelectual.
    Happiness é um sentimento, não me parece ser uma construção mental. O que acontece por x é uma construção mental das manifestações externas da felicidade.

    Mesmo ter um emprego, comida na barriga e uma casa bonita pra morar, se à causa disso se é feliz, é por culpa de um sentimento, e são diversos instantes, finitos e não intelectualizáveis que o compõem.

    Tem a ver com a forma como se interpreta a vida. Somos ensinados que a vida é mais ou menos uma linha, e que nós estamos mais ou menos no meio. A felicidade está mais ou menos à nossa frente ou atrás.
    Na verdade tudo isto são construções mentais, não há nada à nossa frente nem atrás de nós. É uno o plano existencial, por isso só a felicidade instantânea, momentânea, emocional-não-intelectual existe.

    De qualquer forma vou adorar se alguém me trocar as voltas e me provar errado =)

  11. Vocês falam de arrogância com um ânimo muito leve. É um defeito monumental, dos maiores da Humanidade, juntado-lhe a vaidade, temos a fórmula para a infelicidade e intolerância. Como é que se pode sequer por a questão, de que o sentimento de superioridade sobre outrem é mau?! Não é preciso pensar muito sobre as falhas éticas que tal sentimento acarreta, é muito pior do que apanhar uma borracheira, e certamente muito mais vazio de moral do que comer uma gaja. Se me perguntarem se prefiro comer a gaja que trabalha no piso de cima, ou sentir-me superior ao jardineiro que não se preocupa com estas questões, apenas no imediato,aquilo que o fará feliz no momento, qual seria a minha escolha? Difícil, não é? Trata-se da escolha entre satisfação intelectual que advém dessa superioridade imaginária, que pelos vistos é uma virtude, ou o (suposto) vazio da satisfação carnal (que é sempre muito mais do que isso). O grande problema aqui era mesmo engatar a gaja…Desculpem as feministas do blog pelo termo usado, não sei qual é aquele que vocês usam, que tem exactamente o mesmo significado, mas que soa melhor.
    Se me dissessem que são ambiciosos e procuram ser melhores que os outros, era aceitável, mas arrogância não.

    “Dois exemplos que gosto muito: José Mourinho; Dr House. A arrogância deles não é deliciosa?

    Acho que a arrogância é aceitável quando se é indiscutivelmente bom, o que por outro lado implica que quem se aceite como arrogante se tenha em muito boa conta.” WTF?!!

    Não sei onde é que a arrogância do Mourinho é aceitável, só porque ele ganha? E daí? As vitórias não apagam os defeitos, éticamente falando, penso que isso é que conta. O Dr. House é uma personagem de ficção, mais nada. Já pensaram o quanto patéticas são as pessoas com a mania? Eu admito que tenho esse sentimento de vez em quando, mas procuro reprimi-lo. Por exemplo, sinto-me superior quando alguém me diz que Bach é uma seca, ou diz que ouve Coldplay.

  12. Bem, eu quero responder a ambos, mas agora tenho que fazer uma base de dados, em Oracle, para um hotel para cães. :P “Me aguardem…”

  13. Estou-me a sentir superior a ti, por não ter de gramar com essa seca que são as BD’s… :P Viva o C++ :D

  14. Também prefiro a vizinha de cima que o jardineiro.

    Vou deixar aqui algumas questões:
    Porque é que ser arrogante é mau? Como disse anteriormente, desde que não se humilhe ninguém não vejo o problema.
    As pessoas é que se incomodam quando vêm alguém que se acha muito importante. Repito as pessoas -SE- incomodam, a si próprias sim.
    O condenar da arrogância é uma herança judaico-cristã que existe com o propósito de manter as pessoas humildes (tementes a deus (igreja)) portanto.

    Humildade é bom quando se sabe pouco sobre qualquer coisa porque permite aprender(e provavelmente nunca vamos saber muito sobre coisa alguma) Por outro lado a arrogância coloca-nos num patamar de uma certa impermeabilidade ao que é considerado inferior.

    Aliás não é nada disso. Substituam a palavra humildade por curiosidade no parágrafo anterior.

    Eu admito que sou arrogante em algumas questões, questões em que ainda nunca ninguém me conseguiu provar melhor; que eu estou errado. Até lá vou continuar a ser arrogante dessa forma.
    Embora isto, pouca gente me considera arrogante, pouca gente tem acesso a este meu lado.

    Outra: a superioridade nada mais é que uma medida relativa. É se sempre superior a um segundo objecto na comparação. Desta forma num caso em que temos o João e o António; ambos tocam guitarra, mas o António tem mais virtuosismo embora por ser muito humilde não se considere melhor que o João. O João é um Rockstar, papa as gajas todas, não toca lá tão bem, mas como tem uma grande moral é possível que seja visto por muita gente como superior, coisa que ele mesmo se considera.
    Portanto na sua relatividade, o João é efectivamente melhor que o António. Mas não é.

    Por um lado vivemos num mundo de imagens projectadas, em que metade daquilo que somos é a imagem que projectamos de nós (e este assunto dá pano pra mangas). Por outro efectivamente aquilo que projectamos acaba por se incorporar naquilo que somos, e passamos efectivamente a ser o que fingimos ser. Fake it ’till you make it.

    Se me acho superior a uma pessoa que teve as mesmas oportunidades que eu e não aproveitou? Naturalmente.

    Sou superior ao meu semelhante até que me prove o contrário, e isso já aconteceu várias vezes. Normalmente é uma experiência fantástica de aprendizagem, e a pessoa que me prova errado ganha a minha amizade e admiração.

    A humildade é uma manifesta demonstração daquilo que nos falta.
    Todos sabemos que há um número gigante de coisas que nos faltam, mas que beneficio há em transmitir isso? Não é com a boca que se aprende, é com os ouvidos.
    Arrogância é acima de tudo uma confiança absoluta em si próprio. Não vejo como isso pode ser negativo.

    Explica me porque é negativo.

    (bom, eu tou agora a estudar ActionScript.. sim é inferior a C++) hehe

  15. A arrogância, é terrível. É um mau sentimento de se ter, péssimo, na minha opinião. Genocídios, guerras, grande parte existiram graças à arrogância, ou intolerância, de certas pessoas em relação a outras. Estivemos aqui a falar sobre o assunto e o Pedro acertou numa coisa:

    “Vocês falam de arrogância com um ânimo muito leve.”

    Todos nós, sendo indivíduos únicos, temos as nossas diferenças. Diferentes gostos, diferentes objectios, diferentes sonhos, diferentes vontades. Há certos aspectos, nas pessoas que me rodeiam, que eu não suporto, assim como não suporto certas coisas que eu faço ( por exemplo: ser demasiado impulsivo ). Uma coisa é certa, o que detesto em mim, tenho que suportar (isso, ou suicidar-me, ou mudar). O que detesto nos outros não. Pois bem, a partir do que detesto em cada um, vejo, até que ponto, é que consigo suportar isso. Aspectos como “comer gajas”, “falar de bebedeiras”, “mandar piropos a mulheres na rua”, “beber até cair para o lado sempre que possível”, “não dizer nada de jeito, quando se tem oportunidade para ter uma boa conversa”, enfim, estes e outros temas, são detestáveis, para mim. Conheço muita gente que assim fala, e, adianto já, são pessoas com quem lido, mas não convivo. Obviamente, sendo assuntos, que a mim não me interessam, e até me repugnam, sinto-me superior a esses indivíduos, na medida em que penso que se deve tratar as pessoas com respeito ( muitas vezes, quando dizem que “comeram uma gaja”, relatam a história, falando da rapariga de uma forma rebaixante ), e que histórias de bebedeiras, não têm qualquer interesse, tanto a nível de originalidade, como a nível intelectual. Contudo, alguém uma vez me disse: “tudo faz falta na vida, tanto amigos de café, como amigos verdadeiros”. Portanto, deduso que histórias de bebedeiras façam falta, nem que não seja para rir um bocado. Contudo, pessoas que se expõem ao rídiculo de contar como apanharam a “puta” na noite anterior, fazem-no mais que uma vez, se é que não o fazem sempre em ciclo infinito. Pois bem, sendo eu um indivíduo livre ( ou supostamente livre ), não tenho que aturar tais relatos, duas e três vezes. O que eu quero explicar com isto, é que de facto, sinto-me superior a certas pessoas, em determinadas áreas. Desde o meu explicante, sinto-me superior a ele em conhecimento, como a outras pessoas em outros áreas. Não me julgo superior à pessoa, mas sim, a essa mesma pessoa, em determinada área( acho que não foi essa ideia que transmiti, nos comentários anteriores ). Julgo que superioridade moral, é algo que não existe: eu errei aqui e tu ali, agora vamos ver qual é o “pior” erro. Sinto que já fui mais tolerante a pessoas que não gosto, talvez por ter menos auto-estima na altura, neste momento, com educação, sempre, simplesmente, recuso a convivência com essa mesma pessoa. Todos erramos, todos temos defeitos e grandes falhas. Ninguém é superior ( em tudo ), em relação a outra pessoa. Tolerância, sensatez, responsabilidade, temperança, humildade, é algo que nos faz sempre falta.

    P.S: Lá se foi a BD….

  16. Kenisth, tu não és arrogante. Se o fosses, nem estavas aqui à procura de alguém que te provasse que ser arrogante é mau. Simplesmente não ouvias a pessoa e nem querias saber mais disso. O problema da arrogância, é mesmo esse, é o facto de estares tão centrado em ti mesmo, que nem consegues colocar em causa o chão que pisas. Quando isso acontece, como esperas evoluir como indivíduo?

  17. Tou com vontade de responder, mas isso vai render mais um texto gigante.. vou deixar pra outra ocasião porque vai se ramificar.
    eu concordo contigo Rui, mas segundo o dicionário sou mesmo arrogante.

    Vou meter os tópicos do que hei de falar mais cedo ou mais tarde.
    -O indivíduo é por definição algo uno, centrado em si.
    -Segundo o que penso, não temos defeitos o qualidades. Somos defeituosos ou virtuosos em diferentes momentos. Não é uma coisa que se extende como se fossem ingredientes num bolo que compo~em um todo.
    -”tudo faz falta na vida, tanto amigos de café, como amigos verdadeiros”. Eu concordo bastante com isto. Tenho uma teoria de que os opostos são necessários e obrigatórios. Somos tão bons quanto maus, há tanto frio como calor, o que é alto é tão distante quanto o que é baixo. Só ainda não consigo é chegar a uma resposta do porquê da necessidade destes binómios.

  18. Eu vou-te responder, ou tentar, por tópicos também:

    -O indivíduo é por definição algo uno, centrado em si.

    Concordo contigo. Nós vivemos e morremos sozinhos. Os nossos medos, experiências, desejos, tudo isso, é algo muito íntimo, algo que podemos partilhar, mas nunca conseguiremos partilhar tudo, até à última gota. Contudo, existismos também, para viver em sociedade. Um dos princípios básicos dos animais, é sobreviver e dar continuidade à espécie, se não vivessemos em sociedade, isso seria impossível (um conjunto de dois indivíduos, já é uma sociedade).

    -Segundo o que penso, não temos defeitos o qualidades. Somos defeituosos ou virtuosos em diferentes momentos. Não é uma coisa que se extende como se fossem ingredientes num bolo que compo~em um todo.

    Bem, tendo a dicordar contigo. E dou-te um exemplo: Um indivíduo que salve 1 milhão de pessoas, pondo em risco a própria vida, e, nesse processo, mata 30 pessoas. É o quê? Defeituoso e virtuoso ao mesmo tempo? É primeiro defeituoso ao matar as 30 pessoas e logo a seguir virtuoso a salvar 1 milhão? E se formos avaliar as sua coragem, ou a sua capacidade de manter a cabeça fria, quando a tensão é grande, no momento em que mata as 30, em que ficamos? A coragem é uma virtude, assim como manter a cabeça fria, mas ele matou 30 pessoas, é um defeito, em que ficamos? As pessoas não são variáveis do tipo boleano: ora são true, ora são false.

    -”tudo faz falta na vida, tanto amigos de café, como amigos verdadeiros”. Eu concordo bastante com isto. Tenho uma teoria de que os opostos são necessários e obrigatórios. Somos tão bons quanto maus, há tanto frio como calor, o que é alto é tão distante quanto o que é baixo. Só ainda não consigo é chegar a uma resposta do porquê da necessidade destes binómios.

    Acho que para sermos equilibrados, precisamos de equilíbrio. ( que frase mais redundante… xD )

  19. Não percebo que mal há em contar a “puta” que se teve na noite anterior, muitos momentos divertidos tive com os meus amigos depois de beber uns copos, gostamos de recordar essas histórias de vez em quando. Mas entendo que haja muitos tipos que se gabam por serem os mais bêbedos, e isso também me mete alguma impressão. A maneira arrogante como certas mulheres falam de homens, enfim, sinto que essas pessoas tem um código moral muito discutível.

    “Porque é que ser arrogante é mau? Como disse anteriormente, desde que não se humilhe ninguém não vejo o problema.”

    Concordo que não prejudicando outrem, até podemos bater com a cabeça contra o muro do vizinho até morrermos, desde que o muro não fique manchado de sangue, e o vizinho tenha de o limpar. Isto seria verdade, se vivêssemos numa sociedade autista, onde cada um joga por si, mas nesse caso ainda viveríamos na idade da pedra…
    Ser-se arrogante é não ter predisposição para a auto-correcção. E nós erramos muitas vezes. É difícil ver o que está mal aqui?

    “O condenar da arrogância é uma herança judaico-cristã que existe com o propósito de manter as pessoas humildes (tementes a deus (igreja)) portanto.”

    Não nego a idade das trevas onde isto acontecia, de certa forma ainda acontece, mas de forma diferente. O que eu acho espantoso, é a forma como se embarca na critica à filosofia cristã, de uma forma superficial (atenção, eu não sou religioso), o cristianismo defende a humildade intelectual pela razão referida, e outras que se prendem com a reverência ao que nos rodeia.

    É uma questão de atitude, de perspectiva sobre a vida e a sociedade, não é preciso ser-se religioso para isso, nem justificar ideias de cariz aparentemente religioso (ás vezes é difícil não se ultrapassar esta fronteira) com submissão ideológica à religião.

    E não confundam a auto-confiança com arrogância. Eu escrevo isto com confiança, considero que é uma conduta correcta, mas não a considero superior, é compatível com a vossa, só isso.

  20. Calaste-me de certa forma, só não concordei com a questão da arrogância ser uma não predisposição para a auto-correção.

    Posso então propor um exercicio? Vamos substituir o termo arrogância por “sentimento de superioridade”. É negativo? Porque?

    Será que alguém se ve exatamente igual a todos os outros? nem um bocadinho melhor ou pior?

    Acho ainda que somos uma sociedade altamente individualista. Quando colaboramos e cooperamos, e mesmo sendo altruístas não estamos a fazer um bem a nós próprios ao ajudar os outros?

    Eu insisto em responder porque não é em qualquer lado que se consegue uma conversa mais profunda que os resultados do benfica, ou acerca das tardes da júlia.. Se vos dá prazer como a mim, vamos continuar.

  21. Estou a acabar de fazer um interface em Java NetBeans e já falamos. :P

  22. Ora bem, por que é que o sentimento de superioridade é negativo? Pois bem, acho que a resposta é simples: simplesmente, por que deixamos de nos importar com o que nos rodeia. Se reparares bem, 99% da população mundial, sofre disso, porquê? Por que ninguém quer saber da natureza, por exemplo. Sempre agimos como se fossemos senhores deste planeta e olha onde isso nos está a levar. Esse sentimento, traz desrespeito, traz repugnância, ou falta de consideração, pelo que nos é inferior. Acho que esse sentimento, pode ser saudável, mas em pequenas doses. Traz auto-estima, confiança, vontade de ser melhor, mas, em pequenas doses, não nos faz fechar os olhos, para tudo o que nos rodeia.

    Sim, sinto-me superior. Mas também posso estar errado.

    Acho ainda que somos uma sociedade altamente individualista. Quando colaboramos e cooperamos, e mesmo sendo altruístas não estamos a fazer um bem a nós próprios ao ajudar os outros?

    Tenho a mesma opinião. Tudo o que fazemos, por muito altruísta, que possa parecer, faz-nos bem. Nem que não seja estar em África, a ser voluntário, é algo que nos faz sentir úteis. Já por aí, é algo que, apesar de ser um acto altruísta, também é egoísta, por que estamos, necessariamente, a pensar em nós. :)

  23. Implicas que necessariamente ser superior significa ignorar o resto. Eu não concordo.
    Para já como podes saber o que é superior ou inferior a ti se não te importas com o que te rodeia? Ok, sempre podes passar a não te importares depois de uma primeira consideração, mas ainda assim acho que é um salto quântico entre duas questões que não estão necessariamente relacionadas.

    Nós em relação à natureza também é uma conversa gira. Porque é que te demarcas do conceito de natureza? não fazemos nós também parte? Pessoalmente eu sou amigo da natureza, mas ando de carro, etc..

    Quando uma praga toma conta de determinado tipo de árvores por exemplo, e as destrói ou extingue, não é o mesmo que o nosso caso?
    Um meteorito vem e extingue toda a vida na terra, é má a natureza do meteorito?
    A própria natureza através de nós se recicla e evolui. Temos o caso dos vírus naturalmente, mas por exemplo o milho é um bom exemplo disso, se não fosse por nós provavelmente nunca teria a proliferação que tem no mundo pela plantação massiva (Ler Michael Pollan – In Defense of Food).

    O medo do homem não é destruir a natureza porque essa sempre cá esteve e sempre vai cá estar, o medo do homem é destruir as condições que a natureza oferece à sua própria existência.

    Voltamos à história do altruísmo, queremos preservar a natureza pra nos auto-preservarmos.

  24. Kinesth, nem importa se de facto és superior, ou inferior, na realidade tu achas-te superior, se é verdade, ou não, não te interessa, por que estás demasiado focado em ti. Obviamente, como referi no meu comentário anterior, existem vários graus de superioridade. Não posso generalizar, com certeza que há pessoas que se acham superiores a outras, no entanto consideram sempre o que as rodeia. Lá está, o cinzento entre o branco e o preto.

    Em relação à natureza, penso na terra como uma casa, nós vivemos nela, antes de nós existirmos, ela já cá estava há muito tempo. Como bons hóspedes, devemos respeitar. Certamente que o que fazemos, como tu dizes, faz sentido: ” medo do homem é destruir as condições que a natureza oferece à sua própria existência.”. Mas, mais uma vez, vem a dualidade egoísmo/altruísmo. Em relação ao exemplo do meteorito, não faz muito sentido. O meteorito não tem consciência das suas acções ( como poderia ter? ), nós temos.

    A questão que se coloca é: até que ponto ser-se superior é positivo para o indivíduo e para quem o rodeia. Há um conjunto de pontos positivos: auto-estima, confiança, querer ser melhor. Mas também há a outra face da moeda: tornar-se arrogante ( excesso de uma pseudo-superioridade), narcisista, intolerante, excluído por quem nos rodeia. Deve existir um equilíbrio entre tudo, é possível achar-se superior, mas ter consciência que podemos errar, que há pessoas que não percebem de um determinado assunto, tanto como nós e ser-se tolerante e paciente, para ensinar, mas também para se ser ensinado.

  25. “Voltamos à história do altruísmo, queremos preservar a natureza pra nos auto-preservarmos.”

    Nem toda a gente é assim. Mas a questão da nossa relação com a Natureza, é bem mais complicada do que isso. Por acaso estou a escrever um post sobre esse assunto, e surgem-me sempre questões sobre as quase me custa racocionar.

    Pensar que temos mais razão sobre algo, em relação a alguém, não é uma questão de arrogância, apenas de fé no nosso conhecimento, mas se a nossa atitude for de autismo intelectual, aí estaremos a ser arrogantes, mesmo que não o mostremos aos outros. Eu tenho dificuldade em argumentar a favor desta filosofia de vida, muito por falta de engenho na escrita, mas essencialmente porque é uma maneira de viver com a consciência (que não tem a ver com a religião) e de acreditar que sou uma pessoa melhor, se for humilde. Mas não ser arrogante, não significa ser altruísta, para isso é preciso muito mais.

    “A questão que se coloca é: até que ponto ser-se superior é positivo para o indivíduo e para quem o rodeia. Há um conjunto de pontos positivos: auto-estima, confiança, querer ser melhor.”

    Mais uma vez digo, a auto-confiança é diferente da arrogância. Embora a linha que as separe seja muito ténue, com o André disse, é ser-se positivo ou negativo, penso que a arrogância é a auto-confiança, segundo uma perspectiva negativista, um bocado como ouvir o Diabo ou o Anjo em cima do ombro.

  26. “…O meteorito não tem consciência das suas acções ( como poderia ter? ), nós temos.”
    temos, como individuos.. Como sociedade não temos. Ou temos e é muito má já que andamos sempre em guerras e disputas.

    De resto concordo com o que dizes Rui, a palavra chave é equilibrio.

    “…Pensar que temos mais razão sobre algo, em relação a alguém, não é uma questão de arrogância, apenas de fé no nosso conhecimento” Isto parece me um bom resumo , Pedro diz me o teu blog, tou curioso pra saber o post que vai sair.

    Um abraço

  27. Acho que era suposto aparecer o endereço do meu blog,caso passes com o cursor em cima do meu nome. Seja lá como for, está na página dos blogs de interesse, é o das viagens :P
    O André não quer quer ponha links para outras cenas no blog dele :D

  28. “Fé no conhecimento”, Pedro? É como pedir a alguém a justificação de algo e esse alguém, em vez de dar argumentos, diz que tem fé. Fé no que acredita. A Fé, se não for doseada, leva à ignorância, leva à intolerância. Por isso dizer “fé no conhecimento” é como dizer “nazi comunista”, uma é o oposto da outra. Poderás dizer que tens muita confiança nos teus conhecimentos e poderás dar essa confiança à outra pessoa. Como? Através argumentos, defendendo, assim, a tua ideia.

    A humildade, é algo que, para começar, é bem visto socialmente ( aparências mais uma vez). Mas também é consciencialização, do indivíduo, da sua ignorância. Somos ignorantes, hoje acreditamos em algo, mas amanhã provam-nos que estamos errados. Não há verdades eternas, há sim representações eternas ( matemática é uma representação da realidade).

    (…) mas essencialmente porque é uma maneira de viver com a consciência (que não tem a ver com a religião) e de acreditar que sou uma pessoa melhor, se for humilde.

    Que és uma pessoa melhor? Relativamente a quem? Esta frase já não pressupõe uma superioridade?

  29. Pegaste na palavra fé e desbarataste por ai fora. Mais uma vez, qualquer coisa que tenha sequer um “cheirinho” a religião, é completamente apedrejada. Eu tive o cuidado de escrever que a minha afirmação não tinha nada a ver com religião, quando digo “fé no nosso conhecimento”, quero dizer que acredito naquilo que sei, sempre com uma perspectiva construtivista e aberta a questionamento, nós temos que acreditar em nós com absoluta confiança, isso é ter fé. Embora a palavra fé signifique acreditar em algo como verdadeiro sem ter provas, eu não questiono todos os passos que dou, embora a maioria deles são ponderados, o “sal” da vida é tomar decisões com paixão, por muito que isso nos venha a custar. A decisão de ter ido para o estrangeiro, foi baseada em fé, por muitos argumentos que possa encontrar, as coisas mais importantes da nossa vida, aquelas das quais nos vamos orgulhar ou arrepender mais, são tomadas com fé e paixão.A coragem, por exemplo, é acompanhada pela fé, senão era apenas um passo calculado.

    “Poderás dizer que tens muita confiança nos teus conhecimentos e poderás dar essa confiança à outra pessoa. Como? Através argumentos, defendendo, assim, a tua ideia.” Achas que foi assim que Alexandre o Grande convenceu o seu exército a defrontar os persas? Com argumentos baseados em lógica? Pura fé, muitos deles iriam morrer e sabiam disso. Agora numa palestra sobre física, com certeza que o orador terá de ter argumentos baseados em lógica e a fé fica à porta. Esta questão é complicada, não vivo sem uma coisa ou sem a outra, uma dá-me segurança, outra dá-me inspiração.

    “Não há verdades eternas, há sim representações eternas ( matemática é uma representação da realidade).” Nem mesmo a matemática é eterna, o Newton foi desmentido pelo Einstein. Ambos eram pessoas humildes, o que os tornava ainda mais sábios, não os posso imaginar como arrogantes. Mas há exemplos contrários, o caso do Beethoven, embora neste caso o génio era sobre-humano, acho que é difícil pensar em Beethoven com alguém normal, a arrogância era provavelmente uma manifestação do seu génio, reformulando um bocado o que disse anteriormente sobre a apreciação da arrogância num génio.

    “Que és uma pessoa melhor? Relativamente a quem? Esta frase já não pressupõe uma superioridade?” Sinto que estou a fazer o que é correcto, sinto-me bem, as pessoas à minha volta gostam de mim, se me provarem o contrário, mudarei a minha conduta. Se me sinto superior? Nunca foi um sentimento que experimentasse. Excepto quando me dizem que ouvem Coldplay :P é brincadeira… :D

  30. Bem Pedro, não sei onde é que no meu comentário anterior eu associei a palavra fé a religião.

    nós temos que acreditar em nós com absoluta confiança, isso é ter fé.

    De uma coisa, não podes dedusir a outra. Eu tenho absoluta confiança que vou passar no teste amanhã, mas por que estudei, ou, por que de alguma forma, sei o que vai aparecer no teste. A fé, diz-me que confio em absoluto em algo, apesar de não ter nada que o prove. Se tudo o que fazemos, ou grande parte, se resumisse a fé, não passavamos de patetas alegres ( talvez aí fossemos mais felizes? ). Em relação à coragem e ao “sal da vida”, estou de acordo contigo.

    Newton foi desmentido por Einstein em termos físicos, não em termos matemáticos. Um metro, continua a ser um metro quer na época de Newton, quer na época de Eisntein, assim como 1+1=2. A humildade, abre as portas para aceitar que estamos errados e estarmos dispostos a aprender de novo, quantas vezes forem necessárias. Admitir um erro, não é vergonha, insitir na estupidez sim.

    “Que és uma pessoa melhor? Relativamente a quem? Esta frase já não pressupõe uma superioridade?”

    Não me respondeste à pergunta. Para dizeres que tornas uma pessoa melhor, precisas de ter um termo de comparação. Podes argumentar que te compares contigo mesmo. Mas se dizes que evoluíste para melhor e não para pior, é por que ainda assim tens um termo de comparação. E sim, Coldplay é mau, mas há pior: Tokyo Hotel…

  31. o caso do Beethoven, embora neste caso o génio era sobre-humano, acho que é difícil pensar em Beethoven com alguém normal

    Abriste-me o apetite. Até fiquei a pensar, o porquê da categorização.

  32. Eu respondi-te à pergunta. :D
    Em relação a Beethoven, é conhecido pela sua arrogância. Ouve a 9ª Sinfonia, o 1º andamento logo a abrir, e percebes porque digo que é sobre-humano. A composição dele faz com que qualquer tentativa de argumentar perca sentido, ouve-se…

    Repara no maestro(Herbert Von Karajan), é como se domasse um leão enraivecido apenas com o olhar. Fazia parte do partido nazi, também ele foi admirado.

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