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Archive for Setembro, 2008

Eu, às vezes, penso na exigência das mulheres pelos mesmos direitos dos homens. O direito à  igualdade Estou totalmente de acordo, nessa exigência. Há certos hábitos femininos, ou pelos menos acharíamos que seriam exclusivamente femininos, que estão a ter grande aceitação na comunidade masculina. Maquilhagem, uso de cremes, ir à esteticista são alguns deles. Estes deveriam ser melhores aceites, pelos homens e pôr algumas mulheres. Normalmente, o uso do insulto fácil torna a situação ridícula. Quantos de nós não vemos metrossexuais a serem, escandalosamente, insultados em praça pública? Pois bem, todas estas ideias tem o objectivo de introduzir o que eu quero expor. Espero não perder leitoras, com o que eu disser a seguir.

Há um fosso que distingue homens de mulheres. Um fosso que muitas vezes nenhum dos sexos nota. O homem, porque não tem necessidade de notar. A mulher porque, para minha tristeza, é da sua natureza. O que eu irei revelar, aqui, não é nada de extraordinário. No entanto, estar a debitar texto, continuamente, sem dizer nada concreto é enervante ( eu estou a fazer de propósito ). Pois bem meus caros, o fosso entre homens e mulheres chama-se cinismo e hipocrisia. Acalmem-se primeiro, continuai a ler depois. Uma mulher, grande parte das vezes, não consegue ser honesta com a sua amiga. Simplesmente prefere-a manter na ignorância, do que debitar as mais puras das verdades. Enquanto que num homem, simplesmente, isso não existe, ou, se existir, é raro. Entre amigos, do sexo masculino, reina a verdade. Ninguém tem medo de a dizer seguida de uma asneira :

Hoje estás feio como caralh*.

O teu novo emprego é uma valente merd*.

A roupa que usas é mesmo merdos*.

Uma mulher é incapaz, de dizer isto e muito mais. Prefere criar uma utopia, para a pobre da amiga. Contudo, estando eu a generalizar, sei que há excepções ao caso, e ainda bem. No entanto, grande parte das mulheres, não o consegue fazer. Não sei, parece que é preferível mentir e ser simpática do que ser realista e, consequentemente, verdadeira. É algo que, sinceramente, não consigo entender. Apenas consigo observar os seus efeitos. Mas, a igualdade entre sexos, não é só desejar, é preciso querer mesmo. É preciso fazer um esforço, para as coisas entrarem no rumo certo. É que exigir toda a gente o sabe fazer. Mas, antes de exigir de terceiros, exijai de vós mesmos. Por isso, para quem este post tocou, façam um esforço, os vossos amigos, podendo não perceber inicialmente, irão ser os mais beneficiados.

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Nunca tinha pensado, sobre isto antes. Aparentemente, tenho uma opinião muito bem formada sobre o assunto, sem o saber. Curioso, não é? Talvez nem tanto. Ora portanto, o que é que eu acho da prostituição? Acho que posso responder, dizendo que possuo a mesma opinião em relação ao aborto. Já vivemos numa era com tantos condicionalismos sociais que é, na minha perspectiva, péssimo impor ideias nossas às outras pessoas. Eu penso :

Porra, se aquela pessoa quer fazer um aborto que faça. Se é isso que acha que é o mais correcto, pois bem, que assim seja. Eu não a conheço, eu não sei os seus motivos, eu não sei a sua condição económica. Porque é que hei-de estar a criticar, censurar alguém, sobre isso ? Será que me vai engrandecer como pessoa? Ou diminuir? Eu é que sei da minha vida. Eu sei que se tivesse uma namorada com uma gravidez indesejada, eu nunca iria permitir que se pensasse em aborto. Quanto mais haver um. Iria promover uma discussão aberta com ela, mas eu, desde o início, iria frisar o meu credo, com bastante fé. Agora, estar a impor ideias minhas a outros é terrível. Se alguém pensar como eu, ao menos que seja de livre vontade. Se me ouviu a falar do assunto e reconsiderou sobre o mesmo, óptimo, senão não há problema.

Para mim a prostituição é a mesma coisa. Nunca me iria prostituir. Mas se alguém o faz, que o faça à sua vontade. Quem sou eu, para julgar essa pessoa? Absolutamente ninguém. Eu, sou capaz de ir para uma discoteca e feito “prostituto” como meia dúzia de gajas, no entanto, ninguém me diz nada. É bastante curioso. Eu sou comido, na mesma,  e ninguém me censura. Aliás, eu, sou o “maior” lá da zona. Como quantas quero. Na mulher, o caso é bem pior. Quer seja na discoteca, quer seja na rua, uma mulher que esteja com muitos gajos, será sempre uma puta, quer seja de graça, ou a receber. Isto é um dos tesourinhos da mentalidade social. Depois, penso nas pessoas que criticam quem anda na rua, a vender o seu corpo. Com certeza, não haverá muitas mulheres orgulhosas de andarem a prostituir-se, ou, até mesmo, que o façam por amor ao trabalho. Quem sou eu, para julgar alguém que quer pôr comida na mesa aos filhos, ou dar-lhes brinquedos, ou pô-los numa escola a estudar. Sim, quem sou eu? Que direito tenho eu, em julgar tão prematuramente? E nem interessa se é para filhos ou não. Até podia ser para dar largas à futilidade. Mas que interessa isso? Absolutamente nada. Cada um, é livre de fazer o que quer da sua vida. Comecemos, antes de mais, a censurar, a criticar e a avaliar a nossa pessoa. Depois sim, passemos para os outros. Sou-vos honesto, essa avaliação demora a nossa vida inteira.

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Sobre: Praxe.

Gostaria de ir revelando, devagarinho, o propósito deste post. Já arruinei tudo com o título. Chega o início das aulas e o que é que se vê, à volta da escola ? Povo a ser praxado. O propósito da praxe, sempre me foi explicado como uma integração. A integração de um indivíduo num grupo. Mormente, será que é isso que se passa ? Na minha inocência, acreditava que sim. Talvez, por ter sido caloiro num “sítio do pior” é que mudei de opinião ( quando digo “sítio do pior”, refiro-me à praxe do sítio, e não à instituição em si ). Até porque finalizei lá o meu curso, apenas pela instituição que é. A praxe, por muito que me tentem convencer, é um ritual de humilhação. O objectivo ali é rebaixar os indivíduos. E porquê ? Porque ódio gera ódio. Os rebaixados são, agora, os rebaixadores e, portanto, não há muito a ser feito. A justificação de tais rituais é curiosa :

Ora bem, nós fazemos-vos isto, para vocês falarem mal de nós, entre vós. Portanto, assim vão criando laços uns com os outros.

Deveras curiosa, esta explicação. Na minha cabeça, o que cria laços é o convívio. Eu fui praxado com muita boa gente e falava mal de quem me praxava, com essa boa gente, e, no entanto, hoje, se for preciso, só digo “Olá”. A praxe faz-me lembrar um circo. Há uma multidão e há as aberrações, as anormalidades, as excentricidade. Quem se diverte com isto, obviamente, é a multidão e os domadores das ditas criaturas. Será que me sinto bem em ser lixado o mais possível em praça publica ? Com certeza que sim. Desde pequenino que sou humilhado, para divertimento alheio. Excluir completamente a praxe, acho exagerado. Há muitos locais onde a praxe funciona bem ( pelo menos como eu acho que deveria funcionar ).

Diz-me pacóvio, sim tu, que estás a escrever este post que farias para melhorar a praxe ?

O meu alter ego, costuma ser violento comigo. Mas, sim, é uma boa pergunta. Que poderia eu fazer para tornar a praxe melhor, na minha perspectiva ? Lembro-me perfeitamente que ia a meio do semestre e ainda não sabia onde era a biblioteca. Tempo para nos foderem a vida têm, para nos mostrar o essencial não. Cómico, é a palavra chave. Nem sabia os horários da cantina, nem conhecia a cidade, nem nada. Tempo para nos mostrar os tascos, para nos verem bêbados, têm. Começaria, talvez, por juntar as hostes e mostrar um pouca da cidade. Seria bom introduzi-los naquele local, uma vez que iriam passar lá alguns anos. Praxes como encher até morrer, ou praxes muito físicas são irrisórias. Não servem para nada. Não consigo lembrar-me de nada neste momento. Mas, se puxasse um bocado pela cabeça, lá encontraria um punhado de praxes de integração. Outra coisa engraçada é o respeito pelos praxantes. Acho que, neste momento, muitas pessoas confundem respeito com medo. E, quando as coisas assim são, coisa boa não devem esperar. Não é à tôa que me tornei anti-praxe. Quando o pior momento da praxe tinha passado ( primeiros meses ), larguei-a completamente. Deixou de fazer sentido, para mim. Não tinha qualquer afinidades com grande parte das pessoas com quem convívia. Sinceramente, por muito boas que sejam ( e são ), não conseguia conversar com elas. Beber, comer gajas, sair à noite e praxe. Meus caros, muito obrigado, mas até qualquer dia.

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ipod touch

este post foi feito num ipod touch num centro comercial

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Como vos tinha dito, queria fazer render o peixe, mas, infelizmente, não consegui. Fui há bocado buscar outra obra, para a minha biblioteca ( improvisada em cima de uma secretária ). A vítima foi Laques de Platão. Mormente, Platão é o único autor que eu leio e não fico desapontado. Escolho uma obra dele e gosto. A argumentação é estrondosa, é brilhante, é deliciosa. Entretanto fica aqui um extracto de Górgias, do mesmo autor :

Sócrates : De tal modo que essa pessoa fique em condições  de ganhar o assentimento de uma assembleia sobre qualquer assunto, sem a instruir e recorrendo apenas à persuasão ?

Górgias : Absolutamente.

Sócrates : Dizias há pouco que até em questões de saúde o orador é mais persuasivo do que o médico.

Górgias : Sim, perante uma multidão.

Sócrates : Perante um multidão quer dizer, certamente, perante aqueles que não sabem, porque, perante aqueles que sabem, o orador não pode ser mais persuasivo do que o médico.

Górgias : Dizes bem.

Sócrates : Nesse caso, se ele for mais persuasivo do que o médico, será mais persuasivo do que aquele que sabe.

Górgias : Sem dúvida.

Sócrates : E isto sem ser médico, não é verdade ?

Górgias : Sim.

Sócrates : Mas aquele que não é médico não é ignorante nas matérias em que o médico é entendido ?

Górgias : Claro que é.

Sócrates : Então, quando o orador é mais persuasivo do que o médico, é um ignorante a ser mais persuasivo do que um entendido perante uma multidão de ignorantes. É realmente isto que sucede ou é outra coisa ?

Górgias : No caso presente é o que sucede.

Perguntaram-me, no outro dia, porque é que eu andava a ler Platão, desta forma :

Mas tu andas a estudar, ou algo do género para leres isso ?

Platão, é muito mais que isso. São problemas que nos afectam diariamente e nós nem damos por eles. São problemas morais, éticos e de princípios. São erros de argumentação. Falácias que nós engolimos todos os dias sem darmos conta. Enfim, Platão é tudo isso e mais.

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Sendo eu de Ponte de Lima, ou perto, chega aquela altura do ano que eu tanto adoro : feiras novas. Três dias a bombar. Beber, comer gajas e o que o Diabo quiser. Enfim, para mim feiras novas, são passadas em casa. Neste momento estou bastante triste, é verdade. Porque duvido muito que o Górgias, de Platão dure três dias. Vou ter que fazer o peixe render. Isso, ou ir à Fnac comprar outro. Também é uma boa opção. Vamos ver como é que isto corre. O pior de tudo é que nem de bmx posso andar. Além de haver mais gente por metro quadrado que em Atenas, tiraram os bancos. Eu uso os bancos para fazer umas “acrobacias” com a dita. Até terça ( que é quando a paz volta a reinar ) vou-me tornando, aos poucos, um vegetal.

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Sobre: O “tal”.

O que é para nós o parceiro ideal ? É esta pergunta, a frio, que vos coloco. O que é vos atrai nessa pessoa. O que é que vos faz ter o “efeito borboleta” no estômago ? ( é mais borboletas no estômago ) Sempre ouvi dizer que os opostos se atraem. Acho isso uma patetice. Parece-me o argumento que um gajo feio dá a uma rapariga bonita, para ir para a cama. Eu detesto discotecas. Será que me iria apaixonar por uma rapariga que frequenta um estabelecimento desses ? Duvido muito. Será então o quê ? Será que esta é uma questão filosófica, onde não há uma resposta certa ? Talvez sim. Será que esta pergunta deveria estar ao lado de perguntas como :

Deus existe ?

Qual é o nosso objectivo, na vida ?

Será que o Elvis está vivo ? ( piada de muito mau gosto )

E a pergunta é esta :

O que me fará gostar daquela pessoa ?

Será que existe uma resposta certa para isto ? Como :

É simplesmente uma pessoa que me faz feliz, grande parte do tempo. ( para os optimistas )

É simplesmente uma pessoa que me faz feliz, às vezes. ( para os pessimistas )

Acho que é algo mais que isso. Porque um amigo faz-me feliz. Será então outro tipo de felicidade ? Sim, sem dúvida. Uma vez uma pessoa contou-me algo, após ler a Metafísica do Amor de Schopenhauer. Perdoa-me se estou a cometer alguma falha, mas foi mais ou menos neste sentido. Pelo menos fiquei com esta ideia :

O que nos faz gostar de alguém, ou o que nos faz estar/procriar com alguém, é com o sentido de ver essas características ( da outra pessoa ) espelhadas num filho. Ou seja, é o querer ver as semelhanças do parceiro ( em soma com as nossas ) numa criança.

Pareceu-me ser uma definição, ou uma explicação, fabulosa. Vejam bem, se um dos grandes sentidos, ou objectivos, de um ser é preservar o seu “Eu” e a sua espécie, talvez faça sentido querer ver um ser melhor na próxima geração. Olhando para o parceiro e vendo uma pessoa da qual gostamos, fará sentido querer ver essa características na próxima geração. Aqui, nos humanos, o sentido de preservar a espécie, pelo menos para mim, acho que é noutro sentido. Penso que seja mais no sentido de preservar o meu “Eu”, o meu código genético, o meu sangue. Se tenho possibilidades de tornar o meu “Eu” melhor, porque não ? Porque não procriar com aquela pessoa, se penso que pode favorecer o meu “Eu” actual. Olhando para isto, poderei assumir que quero estar com aquela pessoa, porque juntos somos perfeitos ? Porque juntos somos um ser melhor ? Poderei dizer que sim. Ou poderei optar por outro caminho.:

Aquela pessoa faz-me sentir bem. Faz-me sentir com vontade de continuar. Vontade de ser melhor e ir mais longe. Faz-me sentir amado e bem comigo próprio.

Não interessa se é gorda, ou baixa, feia, ou bonita. O amor não exige um estrito guia de regras e leis. Não é toa que se diz que o amor é cego.

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