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Archive for Julho, 2010

Considero-me uma pessoa honesta. Honesta num contexto académico. No sentido de ser capaz de ver o que fiz e o que não fiz num trabalho de grupo. Já estive num ou dois trabalhos às costas de alguém ( desculpa Bouças…), mas tentei redimir-me fazendo outro sozinho. Admito que é um comportamento lamentável. Sei-o hoje, mas não quis saber quando isto ocorreu. Agradeço a mim mesmo por nunca mais o ter feito, não por ter tido mais trabalho, mas porque aprendi alguma coisa sozinho. Arrependo-me  também, por ter feito muitos trabalhos em grupo. Arrependo-me, não porque as pessoas que fizeram comigo se aproveitaram, mas porque essencialmente, aprendemos mais sozinhos. E hoje ainda penso: ainda bem que tive um georgiano no meu grupo (que não fazia nada), pois deu-me oportunidade para evoluir as minhas capacidades como programador. Venho com esta conversa, também por ter falado com o Nelson, mas também por o já ter falado com a minha namorada. Há pessoas que abusam. Isso é um facto. Mas o que me deixa perturbado com esta realidade é a falta de consciência que as pessoas têm em alguns casos. Por um lado, porque a pessoa que fez tudo, deixar andar como se nada fosse. Por outro, porque a pessoa que anda a cavalo, achar que está tudo bem (e às vezes, achar que também trabalhou). É triste, mas é real. Ninguém me contou, em presenciei isto durante alguns anos. O Nelson rematou, na altura da conversa isto:

Nem toda a gente tem capacidades para fazer um trabalho. Às vezes ficámos às cavalitas de uma pessoa, mas temos consciência disso e admitimo-lo ao “cavalo”. Gostaríamos de fazer mais, mas simplesmente não conseguimos.

Bem, concordo com o Nelson. Contudo, o facto de admitirmos uma coisa, em termos práticos, não tornam a coisa melhor: o trabalho tem que ser feito. Mas para o “cavalo”, interiormente, faz toda a diferença.

A segunda parte deste post, diz respeito à falta de sensibilidade (maldade) que existe entre pessoas que moram num apartamento, tipicamente, nos apartamentos alugados com o pessoal da universidade. Este assunto é delicado, também por já ter feito merda de propósito (a pessoa que sofreu, mereceu, muito honestamente), mas fundamentalmente porque relações humanas são complicadas. É difícil morar com pessoas que quase não conhecemos. É difícil estarmos habituados à papinha da mamã em casa e começarmos de repente a ter que cozinhar, limpar, dormir a horas direitas, para acordar no dia seguinte. É tão difícil e exige tanta responsabilidade e maturidade que decidi sair do apartamento onde estava e voltar para casa. Honestamente, não estava preparado (ou sou demasiado cansado…). As pessoas, mais uma vez, e porque somos uma espécie espectacular, abusam. A partir do momento em que temos alguém que faz a comida regularmente para nós e que a seguir é ainda capaz de lavar a louça toda… Ui… jackpot… Também se torna complicado, quando de repente queremos dormir e uma festa começa, uma divisão ao lado. Independentemente de querermos a música mais baixo, tal não vai acontecer. O barulho geral, também não vai sossegar. Poucas são as pessoas que iriam acalmar a festa, poucas são as que iriam pedir desculpa pelo sucedido, mas são muitas que na noite seguinte são capazes de repetir a façanha. Não pela festa em si, não pelo convívio, mas sim por maldade. É engraçado, de certa forma, assistir a isto. Ouvir e ver estas coisas acontecerem. Its funnythe way people “work”… A vida é difícil. Estar sozinho é uma merda, toda a gente sabe isso. O ser humano é uma espécie social. Gostámos de rir, falar, enfim, conviver com outras pessoas. Requer uma tremenda  dose de maturidade, responsabilidade e sensibilidade, para que as coisas corram bem. Temos que saber ver quando é que nós acabámos e quando é que a outra pessoa começa. É isso que diferencia boas relações de outras coisas quaisquer…

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Já tinha ouvido falar há muito tempo sobre este álbum (para ser sincero, há anos….). Há algum tempo atrás (algumas semanas) voltei a ouvir falar no álbum, mas, mais uma vez, não quis saber. Hoje, um colega deu-me um link para o youtube. Só tenho a dizer: obrigado José Cid.

P.S: Acabei de descobrir que o baterista da altura, era este gaiteiro (devias mandar poucos ácidos para essa cabeça devias…).

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Schumann Valsa op. 124

Deixo-vos o meu vídeo desta lindíssima obra de Schumann, assim que tiver mais prática, tentarei postar uma melhor performance:

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Apesar de ter estado bastante céptico, relativamente ao que se poderia fazer numa semana, devo dizer que fiquei maravilhado com os resultados finais. Nunca pude imaginar que somente numa semana, iria conseguir tocar uma valsa de Schumann e uma pequena peça a quatro mãos, bem como uma terrível dores de mãos (provavelmente fruto de tocar 7 horas de piano diariamente). De facto, uma iniciativa a louvar, tendo pena que já tenha acabado. Deixo-vos a peça que aprendi:

Não toco à mesma velocidade que a pessoa do vídeo, mas, apesar de um ritmo mais lento, penso que o sentido da obra não é perdido.

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Treino de vista…

Para quem precisar de treinar a leitura de pautas, encontrei isto:

Aqui e aqui. Have fun. 🙂


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James… i

Porque ficava bem , antes de dizer adeus, marcar qualquer coisa, agora ou, depois. Ficava bem. Mas ambos fomos hipócritas naquele momento, um por simpatia, outro por educação… Assumimos os papéis com relativa facilidade, um por inocência, outro por idiotice…

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