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Archive for Setembro, 2010

Fail….

Na semana seguinte, abandona o navio…

Enfim, deve andar a precisar de uma pulseira Power Balance…

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Lembro-me de ser mais puto e ver com entusiasmo os filmes com o governador da Califórnia. Mais concretamente aqueles onde ele, do início ou fim, mantinha sempre a mesma expressão (terá aprendido com o Segal?). Enfim, falo do Exterminador implacável. No passado dia, encontrei este site (percam algum tempo a ver os filmes, valem a pena). Ainda agora, depois já ter visto esses vídeos algumas vezes, fico impressionado com o que essa empresa anda a fazer. No entanto, este post não é sobre essa empresa, mas sim sobre esta. Como é que a encontrei? Porque grande parte de grandes empresas ligadas à robótica, de uma maneira ou de outra, são financiadas por esta. Além disso, esta também se dedica à criação in-house. A política da própria empresa é interessante (podem ver o resto aqui bem como os projectos que têm em mãos):

  • Hiring continuity and change: DARPA’s technical staff is hired or assigned for four to six years. Like any strong organization, DARPA mixes experience and change. It retains a base of experienced experts – its Office Directors and support staff – who are knowledgeable about DoD. The staff is rotated to ensure fresh thinking and perspectives, and to have room to bring technical staff from new areas into DARPA. It also allows the program managers to be bold and not fear failure.
  • Flat organization: DARPA avoids hierarchy, essentially operating at only two management levels to ensure the free and rapid flow of information and ideas, and rapid decision-making.

Ok, agora a parte que me assustou. E a que realmente me fez lembrar os filmes do Arnold:

TTO is interested in concepts for advanced autonomous, remotely operated and manned air, land, sea and space platform systems that enable the U.S. military to dominate global operations and the battlespace environment.

Medo.

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Ensino

Lembro-me ainda, como tivesse acontecido há pouquíssimo tempo, de ir para a praxe e, com os olhos colados no chão, ouvir comentários:

Ui, é o cadeirão do curso. Dificílimo, o professor é um cabrão. Vocês estão bem fodidos

Lembro-me bem. Ficava com medo, aliás quase toda a gente ficava com medo. A seguir entrávamos na aula. Na tal aula. E o que poderia ser algo simples, era tornado em algo que poucos conseguiriam fazer. Este foi o meu primeiro ano de universidade. O meu segundo ano (já noutro sítio, começando outra vez tudo de novo), foi diferente. Ouvia-os na mesma. Eles estão em todo o lado, mas desta vez não me preocupei muito. Estudei de forma regular e consegui acabar o curso em três anos. O modo de ensinar (o paradigma), mudou, mas as pessoas não conseguiram acompanhar a mudança. Estamos habituados, desde bastante cedo a ter alguém que nos dá nas orelhas sempre que não fazemos os TPCS. Que nos lembra o quão importante é estudar. Uns segundos pais que irão fazer de tudo para nos manter no rumo certo. É estranho chegarmos agora a um sítio onde não somos o Joaquim Flores (nome inventado), mas sim um número qualquer com quatro ou cinco dígitos. É estranho não ter ali alguém ao lado a puxar por nós. Se chumbar, chumbei. Who cares? Nos trabalhos acontece o mesmo, o professor dá-nos um projecto para fazermos, algumas guidelines e pronto.  É uma merda estarmos tanto tempo a sermos ensinados e de repente termos que aprender sozinhos. Esta para mim, foi a maior dificuldade. Foi entender o que se passa. Nós estamos ali, não para aprender, porque é impossível aprender tecnologias tão complexas que muitas vezes são precisos anos de treino, mas sim para aprender a aprender (como o pessoal costuma dizer, estamos aqui para nos desenrascarmos). Parece triste estarmos a pagar tanto para ali estarmos, tanto esforço para aprendermos apenas isso: aprender a desenrascar. Parece triste, mas na realidade não é. É bom, muito bom. Porque aprendemos que independentemente daquilo que nos ponham à frente no trabalho, vamos arranjar maneira de fazer aquilo, mas também porque nos tornamos mais independentes. O patrão não quer saber como é que fazemos as coisas, desde que estejam feitas. Não os censuro, se estamos a ser pagos, temos que merecer aquilo que ganhámos. É difícil termos capacidade de ver isto nos primeiros tempos na universidade, ou até talvez nunca o vejamos, mas assim que o conseguirmos, as dificuldades são superadas naturalmente, tanto na escola, como na vida.

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