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Archive for the ‘Definition’ Category

Para mim:

É o nosso próprio retrato. A nossa obsessão por querer algo que não pode ser nosso. É o desespero, por o perdermos e não saber o que fazer. Saber que é nosso, por breves momentos, mas saber que o podemos perder a qualquer segundo. É o aperceber de como a vida é curta e tudo pode acabar. É saber, que apesar de podermos viver até sermos bastante idosos , tudo pode acabar de repente. É esse choque que nos estoura, que nos arranca do corpo, que nos leva a pôr tudo em causa, que nos mostra o quão pequenos somos. É a vida, vista de outra forma.

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Redes Sociais

Este texto irá servir como fonte de informação, para as pessoas interessadas no tema e para possíveis curiosos que, sabe-se lá como, venham aqui parar.

Começo com o básico: o que é uma rede social? Poderia pegar na clássica definição da wikipédia, mas prefiro escrever a primeira coisa que me vier a cabeça. Uma rede social, é um espaço que reúne, ou liga, um conjunto de pessoas por diversas razões: interesses comuns, partilha de informação, ou até mesmo para estender a sua vida “real”, para o mundo virtual. E com este último ponto, refiro-me, mais concretamente, à possibilidade de se conseguir partilhar as nossas fotos, vídeos, ideias, etc. Convém salientar, e é algo do qual não nos lembrámos, a diversidade de redes sociais existentes. Com diversidade, falo do tipo de rede social. Por exemplo, a blogosfera, terá diferentes objectivos do hi5, ou facebook. Contudo, não deixam de ser redes sociais. Assim sendo, deixo-vos aqui uma lista e alguns filmes elucidativos:

Este primeiro filme, é educativo praí a 30 segundos do fim. Infelizmente, não encontrei filmes interessantes em português. No entanto encontrei este em inglês, (qualquer problema com traduções, é favor deixar um comentário, que eu ajudarei no que for preciso)  que tem algumas curiosidades:

Não me quero alargar muito neste post, porque o alvo deste post, já conhece bem os prós e os contras desta temática. Contudo, deixo aqui alguns links sobre a questão:

  1. http://www.life123.com/parenting/tweens-teens/social-networking/issues-with-teens-and-social-networking.shtml
  2. http://www.anecdote.com.au/papers/3%20Big%20Problems%20for%20Social%20Network%20Analysis%20final.pdf
  3. http://www.information-management.com/specialreports/2009_165/social_networking_media-10016208-1.html
  4. http://www.emarketer.com/Article.aspx?R=10070417

Convém salientar que este tipo de post, não é muito usual neste blog ( alguma vez o terá sido?), mas o objectivo deste post, era primordialmente reunir informação, em vez de subjectivamente esmiuçar o problema.

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Focas?

Hoje fiquei curioso com uma pergunta que me fizeram e que inicialmente poderia ser algo rápido de responder, tornou-se numa animada discussão:

Uma foca cheira a quê? Peixe, ou a foca?

Aparentemente, cheiram a peixe ( ao que me foi dito ). Contudo, a minha primeira resposta foi que cheirava a foca. Mas depois de pensar um pouco, é irrelevante o facto de cheirar a peixe ou a outra coisa qualquer. Através de um argumento empirista, podemos ( e mais uma vez supondo que as focas cheiram a peixe ) dizer que uma foca cheira a peixe. Mas isto é falso.Porquê? Poderemos provar com 100% de certeza que todas as focas do mundo irão cheirar a peixe? A resposta é bastante óbvia. Mas eu posso dar um exemplo: uma foca acabada de nascer. A única certeza que temos, por muito banho que a foca tome, é que ela irá cheirar sempre a si própria. É redundante, mas é a resposta mais correcta entre as duas. Da mesma maneira que podemos dizer que amanhã o sol vai nascer e assim por diante, não podemos dar certezas que assim sempre será. Usar as nossas experiências como meio para decidir, é  algo que fazemos todos os dias. Mas ao fazer a escolha, arriscamos, provavelmente acertamos por que sempre assim foi, mas e desta vez? Será que assim vai ser?

Contudo…

Posso partir da premissa que:

1) Todas as focas cheiram a peixe….

2) Aquele animal é uma foca…

3) Logo aquele animal cheira a peixe…

O problema aqui é bastante óbvio, partir de um pressuposto errado: todas as focas cheiram a peixe. Mas se formos olhar apenas para a componente dedutiva, o argumento é verdadeiro.

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Cadernos do Subterrâneo, de Fiódor Dostoiévski (ed: Assírio & Alvim):

Sujo, doente, húmido, negro, depressivo. São os melhores adjectivos que posso usar, para caracterizar este conto. Um conto sempre na primeira pessoa, onde o narrador apresenta a sua vida a um público fictício. Um público que acabamos por ser nós, mas que ao mesmo tempo não somos. O que torna a primeira parte um monólogo.Um  monólogo desesperado e deprimente. Um monólogo de alguém que já morreu interiormente, há muito tempo atrás. De alguém que já não tem respeito por ninguém nem por si mesmo. Sabe no que se tornou, tem nojo e repulsa por si mesmo. É arrogante e sente-se superior a todo e qualquer indivíduo com que se cruza. O narrador quer ser amado como um Rei, pelos que o rodeiam. Quer sentir que os outros precisam dele para poderem viver. Neste primeira parte, o narrador fala de tudo o que lhe vem à cabeça, num gesto de devaneio. Fala da sua condição, de como lhe sabe bem estar no seu “subterrâneo”. De ter estado calado durante 40 anos e agora sentir uma necessidade louca de falar, a este público fictício. Fala da vingança, fala da condição humana. Existencialismo puro e de certa maneira um pouco adolescente, devido à falta de lucidez e imaturidade do narrador. A primeira parte termina com o desejo de confissão, por parte do narrador, de uma história ao público.  Somos levados para alguns anos antes deste monólogo. À medida que o enredo avança, Dostoiévski mergulha-nos na paranóia anti-social da sua criação. Medo, nojo são-nos apresentados pelo narrador. O desejo da aprovação por quem o rodeia, torna-se tão grande que ele faz disso a sua vida. Mas a condradição aparece, precisamente por isso, e a confusão estabelece-se na cabeça do narrador. A dualidade ódio/aprovação é tão grande que ele não sabe o que quer. Se por um lado se sente superior, intelectualmente, aos seus pseudo-inimigos, por outro lado procura desesperadamente a sua aprovação, a sua convivência. A presença de uma profunda depressão aliada com loucura, faz com que tudo o que seja feito à sua frente seja transformado em algo malvado, estúpido e ofensivo para ele. Despido de adjectivos bonitos, este conto mostra-nos, com uma descrição negra e bem real, até que ponto a decadência de um homem chega.

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Começo sem introduções chatas e sem sentido prático algum (até porque já é tarde e estou cansado):

O que é um bom professor?

Se alguém me perguntasse isso, eu responderia: é uma pergunta bastante subjectiva. Até porque, para mim qualidades essenciais, para ser um bom profissional, podem ser umas e, para outro indivíduo, outras quaisquer. Mas não fugindo da pergunta. Se alguém me perguntasse tal coisa, talvez começasse por dizer:

Na realidade não sei. Já tive bons professores com personalidades bastante distintas e, no entanto, eram, sem dúvida, grandes profissionais. Já tive professores que percebiam do assunto e eram bastante antipáticos e pouco dados a confiança. Como também já tive professores com um sentido de humor brilhante e que davam imensa confiança e eram também bons profissionais.

Mas qual é a característica fundamental e essencial para se tornar um bom professor? Comecemos por ver o que é ser um professor. Qual é a sua função? Diria que é transmitir conhecimentos de uma forma clara e perceptível aos alunos, de forma a eles compreenderem os assuntos abordados . Não digo dominar, mas sim compreender. A parte do “domínio” é uma tarefa do aluno e não do docente. Porque compreendo que há pessoas que percebem intimamente conceitos complexos e são professores. Mas será suficiente dominar esses conceitos? Penso que não. De que serve um indivíduo falar de uma forma tão rebuscada e abstracta? Até pode ser um génio de que nada serve. E aqui os principais interessados são os alunos. Será que um professor autoritário é um mau professor? Para muita gente será. Será que um professor que não faça a “papinha toda” é um mau profissional? Para muita gente, sem dúvida alguma, é. Será que um professor rígido nas suas convicções e com dificuldade em aceitar opiniões de terceiros é um mau docente? Acho que sim. Eu vejo um professor, quase como um guia. Um guia que nos vai tirar de uma caverna escura que é a ignorância. Mas o não aceitar opiniões e defender dogmas descabidos não fará parte da teimosia? E a teimosia parte da ignorância? Acredito que sim. Pois bem, para mim isto é um bom professor:

Um indivíduo capaz de expressar os seus conhecimentos, sobre um dado tema, de uma forma perceptível à sua turma . Um indivíduo capaz de aceitar que errou à frente dos seus alunos. Um indivíduo capaz de se flexibilizar e aceitar outras opiniões. Um indivíduo que gosta do que faz e que gosta de se instruir na sua área. Um indivíduo que incentive os seus alunos. Um indivíduo que consiga apaixonar os alunos por aquela área.

Independentemente de ser carrancudo ou não, isto, para mim, é um bom professor.

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“o homem nasce bom e a sociedade corrompe-o” – Jean Jacques Rousseau

A frase de Rousseau, leva-nos a divagar bastante na mesma. Ora, se por um lado dizemos que o homem é mau, por outro poderemos tentar perceber de onde vem essa maldade. Será que já nascemos assim ? Maus, por natureza ? Ou, apenas o que nos rodeia irá influenciar-nos para a maldade ? Pegando, no exemplo do bom selvagem, do mesmo filósofo. Ele diz-nos que o homem bom, é aquele que nasce sozinho no meio da selva (traduzindo: aquele que nasce longe da sociedade). Por si só, isto não é argumento nenhum, porque apenas estamos a “negar a negação”. Vamos, então, tentar ver, onde é que Rousseau se baseou, para dizer estas palavras. Imaginando um homem sozinho na selva (por exemplo: o tarzan), poderemos dizer que ele não tem qualquer compreensão do que são preconceitos, por exemplo:

Eu não posso ter preconceitos, de algo que eu desconheça a sua existência.

Pegando num exemplo mais comum :

Eu não posso ter preconceitos, em relação a emos, se nem souber o que isso é, ou, nunca ter visto um, ou até mesmo, nunca me terem falado nesse termo.

Considerando que preconceito é algo mau. Podemos dizer que o dito, bom selvagem, não tendo preconceitos de qualquer ordem, é mais bondoso que nós. Mas será isso suficiente para dizer que ele é bom ? Vamos, tentar descobrir onde é que nós somos vis, para estabelecer um paralelismo com o bom selvagem. Poderemos dizer, que a corrupção é algo mau na nossa sociedade. Mas pensando no bom selvagem, ele nunca poderá ser corrupto, uma vez que não vive em sociedade, deste modo, ele não poderá exercer a corrupção sobre alguém. Encontramos então, outro factor, que faz com que o nosso bom selvagem, seja mais bondoso que a maioria de nós. Considerando, que o nosso selvagem, precisa de se alimentar, ele terá que matar animais para sobreviver. Muitos poderão considerar isso maldade, mas, acho que é apenas sobrevivência. Do mesmo modo, que se ele souber usar o fogo, faz fogueiras, poderá ser considerado algo vil, estando ele a deitar árvores abaixo? Mais uma vez, posso argumentar, que no Inverno, sem essa fonte de calor ele morreria. Por conseguinte, mais uma vez, estamos a falar de sobrevivência. Após analisar tudo o que foi dito, posso concluir algo:

Os humanos, maior parte das vezes, para não dizer sempre, são maus uns para os outros. Se o nosso bom selvagem, não vive em sociedade, por conseguinte, não vive com outros humanos. Poderá ele, ser considerado um homem mau ?

Naturalmente, é o facto de nós vivermos em sociedade que nos torna maus. A inveja, o ciúme e o egoísmo, são alguns sentimentos, que, para mim, em solidão, não fazem sentido. Sendo assim, para o nosso bom selvagem, ele não terá noção desses três sentimentos, estando isolado. Poderemos então afirmar, que um homem sozinho (selvagem), será um homem bom, uma vez que não terá, ou não conseguirá, ser mau para outro da mesma espécie, uma vez que ele está sozinho. Poderemos, olhar isto noutra perspectiva. Se não vivêssemos em sociedade, a espécie humana, não poderia sobreviver. O simples facto, de um homem viver com uma mulher, já faz deles uma sociedade, muito basilar, mas, contudo, uma sociedade. Com isto, posso dizer, que os humanos, nasceram para viver em sociedade. Posto isto, fará sentido, falar na bondade apenas alcançada na solidão, por uma espécie, que nasceu para viver em sociedade ? Noutra perspectiva, poderei dizer que :

Os humanos por natureza, poderão ser maus, mas será essa solidão do bom selvagem, que o fará, de facto, bom ?

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Assassinato de Marat, Jacques-Louis David

Cada palavra é como uma nódoa, desnecessária no silêncio e no nada. – Samuel Beckett

Pegando nesta frase de Beckett, numa forma menos emocional. Não deixo de sentir uma certa relutância, ao sentido dela. Valorizamos actos a palavras? Quer dizer, uma pessoa que diz que luta por isto, por aquilo, que pensa duma maneira. E o seu inconsciente e acções representa o oposto. Afinal, em que acreditamos? Aceitamos a palavra dessa pessoa como a verdade absoluta? É algo que o ser humano nunca faz. As pessoas, instintivamente, opinam sobre o carácter de uma pessoa pelo que fez, pelo que é, pelo materialismo. Quando esta se tenta justificar, é inútil. Assim, embora seja um tema e uma frase muito generalizada, é um facto certo. Nós somos o que somos! Não o que dizemos ser! Gostava de ser analfabeto e não compreender o que me dizem, mas ser capaz de passar os olhos dessa pessoa, passar toda a imensidão da mente humana, de ler e compreender o que realmente sente. Uma mente que tão depressa mente, como diz a verdade, tão depressa ama, como odeia.

Não digas que não amas, quando ages como quem ama. Não digas que desistes, quando queres lutar. Não digas nada. Apenas faz, apenas age.

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