Appears to be one thing, but its something else…

•Maio 21, 2009 • 5 Comentários

espelho

Vivemos numa sociedade em que é preferível parecer-se a ser-se. Sempre foi assim, mas cada vez mais são criadas condições para permitir esse artifício. Famílias com grandes carros, casas, enfim, bens, que aparentam são ricas, mas que, afinal, até nem o são. Gente que aparenta ser competente no seu trabalho, mas até nem o é. Pessoas que parecem ser cultas e inteligentes, mas na realidade são idiotas. Por que esse artifício traz “status”, traz nome e, como bem sabemos, abre portas. Mas as aparências, invadem-nos de uma maneira que nós nem temos noção e nem paramos para pensarmos um bocado. Quantas vezes escolhemos uma peça de vestuário que até nos faz parecer mais magro? Ou talvez mais alto? Ou até por que está na moda e não por gostarmos?  Criticamos facilmente um palerma por isto e por aquilo, mas somos capazes de fazer o mesmo. Henry David Thoureau, em “Onde vivi e para que vivi”, critica severamente a moda. O típico exemplo, que ele apresenta, é o do “status” que um homem de fato tem, em relação a um homem mal vestido. Thoureau, começa por explicar o porquê da utilização da roupa e prossegue criticando a passagem do útil ( conservar calor, proteger-nos contra os elementos e proteger a nossa própria intimidade), para o inútil e superficial. Este assunto, já era analisado anteriormente, mas numa área diferente. Platão, por exemplo, em “Górgias”, analisava como a retórica consegue vencer o conhecimento verdadeiro, mais uma vez o que aparenta ser ( neste caso, retórica que aparenta ser conhecimento), não o é. Mas este assunto envolve outros factores. Factores como o facto de se começar a beber, ou a fumar, ou a drogar-se, em troca de “status”, em troca de aparência, em troca da nossa personalidade. A sociedade está a embarcar, pelo que eu tenho assistido com os anos e observando mais a camada jovem, numa viagem à superficialidade, à moda, à aparência. Coisas que nós assistíamos em filmes americanos, em que as mais “giras” e “famosas” gozavam com as raparigas mais “diferentes”, parecem-me cada vez mais reais. Cantores que viram actores e vice-versa, constantemente. Gente sem qualquer talento, mas que até tem uma imagem mais “bonita”, ou mais “simpática”, consegue tudo o que quer. O pior, é que somos bombardeados com isso todos os dias. Revistas cor-de-rosa, canais sem qualquer qualidade cultural, cinema e música reles, mas se isto tudo existe, é também por nossa culpa.Vendemo-nos por pouco, para parecer um pouco mais aquilo que não somos, uns menos, outros mais. Não interessa ser, mas sim parecer.

Elitismo…

•Maio 15, 2009 • 32 Comentários

elitismo

De forma consciente, pomos de parte todos aqueles que não são a favor da nossa maneira de pensar, ou pelo menos, parte dela. Eu dou-vos um exemplo, nunca fui pessoa de sair à noite, nunca bebi, nem fumei, sou um “freak”. Fui sempre posto de parte, ou terei sido eu a pôr-me de parte? Olho para o que sou agora e para tudo o que se passou e sendo razoável, fui eu sempre que me pus de parte. Desejava imenso, conseguir-me integrar, mas nunca o consegui fazer. Era a postura de rebelde sem causa, a maneira de pensar, a conversa, ou a falta dela, de todo, não sei bem. Não sei bem se eram os piropos a raparigas bonitas, se eram as bebedeiras, se era o armar o banzé nas salas de aulas. Não consigo assumir isso, não consigo começar a fumar, ou a beber, só para integrar um grupo. Provavelmente tenho auto-estima suficiente para poder dizer: antes só que mal acompanhado. Talvez seja mesmo isso, o facto de me sentir superior a todos eles, cria, em mim, um profundo sentimento de solidão, que não é solidão para mim, mas que pode ser considerado solidão para muita gente que me observa ao longe. Por me querer afastar daquilo, por achar estúpido e pouco, sei lá, original? Por toda a gente se considerar “cool”, ao beber, ao sair à noite, ao comer gajas, eu acho triste e vulgar. Será que este elitismo a roçar o narcisismo, é, para mim, saudável? Não me idealizo de outra maneira. Daí nem interessar se é saudável ou destrutivo. A auto-estima nem me deixa pensar de outra maneira. Gosto de ser assim, diferente? “Todos somos diferentes à nossa maneira”? Treta, são todos iguais, cá fora são todos iguais. É por isso que nem me interessa conhecer, passam ao lado. Já me imaginei, se tivesse menos auto-estima, e se não conseguisse acreditar no “antes só que mal acompanhado”, como seria? Vazio e terrivelmente  vulgar.

Is there a reason to talk with you? Indeed there is…

•Maio 10, 2009 • 2 Comentários

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É algo curiso que eu tenho vindo a notar, mais frequentemente. Algo que nos escapa e que já nos aconteceu, ou acontece. Já estava para escrever este post há muito tempo, mas como tenho pouco tempo para fazer outra coisa, e muito tempo para fazer nada, decidi escrever isto. Algo que eu tenho vindo a notar, quando me instalo numa esplanada, de um café, é as conversas que outras pessoas ( leia-se: casais) têm. E qual é essa conversa? Política? Futebol? Novelas? Família? Poderia ser tudo isto e muito mais, mas a realidade é esta: não dizem nada. Ficam séculos e séculos a olhar de um lado para o outro, sem nada dizer. Ele põe-se a ver o jornal, com ar de quem está muito interessado naquilo, quando, na realidade, está a apanhar uma bruta seca. Ela põe-se a ver a roupa das outras mulheres que passam, volta e meia, quando o desespero aperta e o orgulho diminui, olha para ele, com ar de gatinho bebê. Se acham que eu estou a dizer isto da boca para fora, experimentem fazer isto, já hoje se for preciso.  Irão ver, em pouco tempo, que, apesar de eu não fornecer dados científicamente provados, as minhas palavras não andam (nada) longe da verdade.  Não percebo como é que uma relação pode chegar a este ponto. Não sou uma pessoa que fale muito (acho eu…), mas, mesmo no meio daquele “silêncio de cortar à faca”, consegue-se sempre arranjar qualquer coisa. Nunca precisei de arranjar/inventar uma conversa de encher chouriço, quando bem acompanhado, daí não conseguir perceber o que raio se passa ali.

Hey, sim tu, essa é a pessoa com quem fazes sexo e com quem vives. Sim, essa mesma, a quem tu dizes “amo-te”, “és tudo para mim”. Essa mesma a quem tu fazes juras de amor. E agora não me consegues arranjar uma conversa? Família? Problemas que te andam a assombrar? Nada? Mesmo nada? Nem a típica conversa de falar mal do patrão, e dos colegas, e dos (pseudo-)amigos?

Algo de muito errado se passa, para chegar a este ponto. Somos seres sociais, nascemos para conviver, crescemos com essa socialização. Amamos e somos amados, nascemos, para sermos felizes e muitas vezes só encontramos essa felicidade ao lado de outra pessoa, pareceria-me estranho, chegar a um dado momento, e não te conseguir dizer mais nada.

Gift…

•Maio 7, 2009 • 7 Comentários

Tive os dois na mão e pensei cuidadosamente.

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E o vencedor foi: Lolita de Vladimir Nabokov.

Um pequeno excerto que me deixou maravilhado…

•Abril 28, 2009 • 5 Comentários

Não é novidade nenhuma que gosto bastante de Séneca. A maneira de pensar e a forma como expressa as suas ideias, de forma simples e objectiva, faz dele, um dos meus autores favoritos. Encontrei “Cartas a Lucílio” na biblioteca da escola ( que achado ), li umas quantas folhas, ficou-me gravada esta passagem:

 

” (…) se consideras, porém, “amigo” alguém em quem não confias tanto como em ti próprio, então cometes um erro grave e mostras não conhecer bem o significado da verdadeira amizade.”

Já tinha escrito uma vez sobre esse conceito: a amizade.

Being away…

•Abril 28, 2009 • 2 Comentários

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Estando um bocado, muito, ausente do blog, irei voltar. Poderia arranjar meia dúzia de desculpas, para não ter postado, mas nem seriam convincentes, nem tenho pachorra para tal. Por isso, mais uma vez, ou não, peço desculpas por estado tanto tempo ausente.

There was nothing to fear and nothing to doubt

•Março 14, 2009 • Deixe um comentário

Qual é objectivo? Nenhum? Será que devemos arranjar sempre um objectivo, para isto ou aquilo? Não podemos simplesmente viver? Sem ter que haver algo um “higher purpose? Gostava de acreditar que sim. Que consigo gostar, sem racionalizar. Mas não dá. Aparece sempre alguma coisa e pequenas máximas, bonitas de dizer e agradáveis de ouvir, esfumam-se, quando a pressão aparece. E põe-nos de rastos, por que muito que façamos, nunca é suficiente, para as coisas andarem. É preciso mais e mais e perdemos a paciência “and we break up inside”. De rastos, desespero, depressão. Sem saber porquê, tudo aquilo que fazemos, “for a higher purpose”, deixa de fazer sentido. Por que no final, não há nada. Abdicação, mas para quê? Que altera isso? Alguma coisa? Pensamos que sim, a curto prazo, mas “in the long run”, vemos que não. Se tem que acontecer, irá acontecer e nada vai mudar isso. O problema não está em nós, está em todo o lado. É impossível viver sem considerar sempre “terceiros”, existirão sempre, a maneira como reagimos e nos modificiamos em prol do “higher purpose”, é que faz de nós quem somos. Palavras bonitas, gestos, carinho, é tudo perfeito e bonito. Mas só na dor, no desespero, na pressão, na dificuldade, é que se vê quem é o quê. Não tenho vontade de fazer nada, sinto-me mal. Inveja de tudo, por querer tudo, por (te) querer só para mim. Mal, por algo que não existe.

A vida é demasiado curta, para preocupações. Aconteceu, passado, nada vai mudar o que se passou. Abraça o presente e sê uma pessoa melhor. Não há muito mais a ser feito, evoluir, ser feliz, fazer os outros felizes. Se tem que haver um “Higher purpose” que seja esse.

Farto de conversas baratas, farto de relações que não existem, farto de perder tempo, farto de ter agido assim, durante muito tempo. Farto, simplesmente…

So disturbed….

•Março 8, 2009 • Deixe um comentário

(Malevolent criminal, I)
(When the vision paints my mind)
(Cross the invisible line)
(And you’ll be paid in kind)
[REPEAT]

Criminal
The suffering
It makes me think like a
Criminal
The suffering
When we’re alone
Criminal
The suffering
It makes me think like a
Criminal
The suffering
When we’re alone

Typical enough for me
That I burn inside in agony
What power will enable me
TO bury my vision

The hunger coming over me
As I learn to hide the agony
To make a final remedy

To close the door once and for all
In a world that I don’t want to know
With a message that I never want to send
To be free from all of this
I want you to quicken my end
Don’t tell me I can not go
With a wound that refuses to mend
Deliver me from all of this
I want you to quicken my end

(it seems the whole experience is)
Terrible and crippling
The pain is much more than
Physical beyond belief
When we’re alone

Typical enough for me
And I burn inside in agony
What power will enable me
To make this decision

Despair has fallen over me
No way to hide the agony
Embracing my calamity
To save myself once and for all

Now you want to know
You want a name
You want to call me motherfucker
Now you want to know
You want a name
You want to say it doesn’t matter

Now you want to know
You want a name
You want to call me motherfucker
Now you want to know
You want a name
You want to say it doesn’t matter now

Now you wanna know
Now you wanna name
Now you wanna place
Now you wanna time
Now you want it all

Now you wanna know
Now you wanna name
Now you wanna place
Now you wanna time
Now you want it all
Now

In a world that I don’t want to know
With a message that I never want to send
To be free from all of this
I want you to quicken my end

Don’t tell me I can not go
With a wound that refuses to mend
Deliver me from all of this
I want you to quicken my end

Don’t say that it isn’t so
I’m on a path that you’ll never comprehend
Set me free from all of this
I need you to quicken my end

NiN

•Março 8, 2009 • Deixe um comentário

You let me violate you, you let me desecrate you
You let me penetrate you, you let me complicate you
Help me I broke apart my insides, help me I’ve got no soul to sell
Help me the only thing that works for me, help me get away from myself
I want to fuck you like an animal
I want to feel you from the inside
I want to fuck you like an animal
My whole existence is flawed
You get me closer to god
You can have my isolation, you can have the hate that it brings
You can have my absence of faith, you can have my everything
Help me tear down my reason, help me its’ your sex I can smell
Help me you make me perfect, help me become somebody else
I want to fuck you like an animal
I want to feel you from the inside
I want to fuck you like an animal
My whole existence is flawed
You get me closer to god

Through every forest, above the trees
Within my stomach, scraped off my knees
I drink the honey inside your hive
You are the reason I stay alive

Small talking…

•Março 7, 2009 • 2 Comentários

“As conversas de ocasião ou conversas de conveniência ou, como eu gosto de lhes chamar, conversas de encher chouriço, são como um cheeseburguer. São reles, são baratos, são rápidos de comer e de adquirir e não têm qualquer valor. Para mim uma conversa, tem que ser como um bacalhau com natas. Tem que exigir trabalho, esforço por parte das pessoas, é suculento e é de chorar por mais e é disso que eu gosto, numa conversa.”